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segunda-feira, 19 de março de 2012

Indian Wells

Terminou ontem o primeiro torneio Masters 1000 da temporada. Foi o BNP Paribas Open, jogado em piso rápido, na Califórnia. É por muitos considerado o "quinto Slam" - por demorar mais de uma semana e por também ter 128 tenistas a competir no quadro principal -, apesar de eu achar que a haver um quinto Slam, esse teria de ser o Masters.


Bom, mas o que interessa é que dá 1000 pontos ao vencedor, e não 2000 como nos Majors. E esse milhar de pontos foi para Roger Federer e Victoria Azarenka na edição deste ano.


Começando pelo torneio masculino, não posso dizer que fiquei surpreendido com a vitória do Federer. Pensava que ia ganhar o Djokovic, sendo o meu favorito e atualmente o melhor tenista no circuito, mas o Federer será sempre o Federer (103 finais, 73 títulos, 16 Grand Slams, 19 Masters 1000) e portanto nunca se poderá por fora do lote de favoritos.

Foi uma boa vitória na final, frente ao John Isner. Este gigante norte-americano, que foi o vencedor daquele encontro de mais de 11 horas (três dias de duração) em Wimbledon'2010, chegou à sua primeira final em Masters 1000 - e derrotou o Djokovic na meia-final - e agora começa esta semana no 10º posto mundial. Grande progresso do Isner nestes últimos anos, ele que sempre teve aquele ar de descoordenado que só sabe servir.

Depois, tanto o Nadal como o Djokovic foram eliminados na meia-final. Quanto a Nadal, foi uma derrota "aceitável" pois, quando não é em terra batida, é muito mais difícil derrotar o Federer; agora o Djokovic, começa a ficar um bocado preocupante. Só tem ainda um título esta temporada, o Australian Open, e já perdeu o ATP 500 do Dubai e agora o Masters 1000 e Indian Wells. Claro que não tem de defender todos os dez títulos que conquistou na temporada passada, mas convém defender alguns!!!

Finalmente, ainda queria falar no Andy Murray. Ele que começou a época bastante bem - quase venceu o Djokovic na meia-final do Australian Open, para depois o derrotar mesmo nas semis do Dubai - perdeu agora na 1ª ronda do BNP pela segunda vez consecutiva. Um nº1 mundial tem de começar a ser mais regular, digo eu...


O torneio feminino, não acompanhei tanto mas sei que foi outro passeio para a Victoria Azarenka. A nº1 mundial somou a 23ª vitória consecutiva e parece-me que pelo menos até Roland Garros vai ser líder do ranking. Grande início de ano, espero que o mantenha pois das quatro primeiras é a minha favorita a liderar.

Depois, a Ana esteve bastante bem mesmo! Meias-finais, derrotou a campeã em título Wozniacki e a Bartoli até lá... foi pena a lesão contra a Sharapova mas pronto, foi bom à mesma. A ver se é desta que ela começa a jogar mesmo bem, o que ela sabe. E voltar aos triunfos.

Quanto à Wozniacki, ficou-se pelos oitavos e não defendeu com sucesso o título, sendo agora 6ª mundial. Parece que não tinha mesmo estofo para liderar o ranking, a cada torneio que passa convenco-me mais disso... mas que está a jogar melhor, pelo menos mais agressivamente, está. E tem vontade de voltar ao topo, a ver se consegue.


Cumprimentos,
Pedro Mendes

sexta-feira, 16 de março de 2012

Últimos torneios

Já há muito tempo que não escrevia. Não tenho andado com tempo ou paciência e os torneios que têm havido não têm sido nada de especial, portanto não vi necessidade de escrever. Agora, porém, vão começar os Masters 1000 e portanto vou voltar a escrever e falar sobre o que se tem passado no circuito.

Desde o Australian Open, disputaram-se diversos torneios ATP 250 e 500, e outros WTA de categorias altas como a Premier 5.
Roger Federer ganhou os últimos que disputou, ambos ATP 500 - em Roterdão e no Dubai. Já David Ferrer também venceu dois, um ATP 250 em Buenos Aires e outro em Acapulco da categoria 500, sendo o único tenista em 2012 com três torneios ganhos, e Juan Martin del Potro ganhou o Open 13 (ATP 250) em Marselha. Milos Raonic, uma das novas coqueluches do ténis mundial, ganhou em San Jose e perdeu na final do outro ATP 500 disputado até agora, o de Memphis - foi ganho pelo austríaco Jurgen Melzer. Raonic tem estado bastante bem, com dois títulos já ganhos até hoje e no top-25 pela primeira vez na carreira. Veremos onde chega este jovem jogador nesta temporada...
Já Ferrer, ainda se viu ameaçado por Jo-Wilfried Tsonga quando, há uma semana, o francês lhe roubou o 5º posto mas com esta vitória agora em Acapulco recuperou o lugar (Tsonga chega a Indian Wells com zero títulos em 2012) e parte forte para os Masters. Duvido que mantenha o 5º lugar muito mais tempo, também devido à idade e ao crescendo de forma de nomes como Tsonga e Del Potro, mas o valenciano continua muito constante e seguro dentro do court.
Depois, observamos um Roger Federer em boa forma. Desde o US Open que só perdeu um jogo, a meia-final do Australian Open para o Nadal... as pessoas podem querer dizer que ele nunca mais ganhará um Slam, mas fora dos Majors o suiço ganhou TUDO desde o USO. Pode estar acabado em termos de Slams (é o recordista, com 16) e em termos de ranking, pois duvido que volte sequer ao 2º lugar, mas continua a dar cartas e a espalhar classe no circuito.
Finalmente, o já referido Juan Martin del Potro está a começar bem o ano. O argentino chegou esta semana ao 9º posto mundial e está bem posicionado para fazer um ano semelhante ao de 2009, em que ganhou o US Open e se tornou no primeiro tenista de sempre a vencer Roger Federer e Rafael Nadal no mesmo torneio. Estou a torçer por ele...

Quanto ao circuito feminino, não tenho acompanhado muito. Sei que a Agnieszka Radwanska ganhou em Doha e no Dubai, os torneios mais importantes até agora, e está agora no 5º lugar do ranking... pessoalmente não a acho digna desse estatuto, pelo menos por agora, mas é sem dúvida uma grande jogadora.

Para Indian Wells e Miami, espero que ganhe o Djokovic no lado masculino. Este ano, ao contrário de 2011, ele chega aos EUA já tendo perdido um encontro - nas meias-finais do Dubai há 3 dias - mas isso não o deve afetar. Espero.

Cumprimentos,
Pedro Mendes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Australian Open - finais masculinas e femininas

E finalmente volto a postar! Gostaria de ter ido escrevendo mais durante o Open da Austrália, mas devido a problemas que tive com a publicação das mensagens - hoje resolvidos com a ajuda de um amigo meu a quem agradeço - não o pude fazer. Agora que acabou a competição, vou falar sobre o que aconteceu e, como é hábito, dar a minha opinião - sei que o leitor está mais interessado nos meus pontos de vista.

Começando pela competição feminina, foi pouco mais que um passeio para a vencedora (e agora líder do ranking WTA), a bielorrussa Victoria Azarenka. Pessoalmente nunca pensei que ela tivesse grandes hipóteses de ganhar; com as antigas vencedoras Kim Clijsters, Maria Sharapova e Serena Williams em competição, entre outras grandes tenistas, a Vika não era das minhas cinco favoritas. Porém, enganei-me e fiquei de facto feliz com a vitória da bielorussa; penso que, se ganhar consistência - especialmente ao nível físico - pode ser uma número 1 mundial que vença muitos Majors e que mostre domine o circuito por muito tempo. Afinal ela só tem 22 anos!
Também gostei da Maria Sharapova; em 7 meses, a regressada russa chegou à final de dois eventos do Grand Slam - só falhando em Flushing Meadows. Não venceu nenhum, mas deixou boas indicações de que está de volta à sua forma que a levou ao topo do ranking... e a Sharapova ainda só tem 24 anos. Por acaso tive de pena de não ter visto a final, mas depois vi o resumo e não me pareceu que tivesse perdido grande coisa; 6-3 6-0 são parciais de jogo só com um sentido.

Depois, a Caroline Wozniacki e a Petra Kvitova foram desilusões. Depois de mais um ano a liderar o ranking, tendo disputado 5 Slams como primeira cabeça-de-série, a Wozniacki nunca chegou sequer à final! Acaba assim o "reinado" da dinamarquesa no topo do circutio WTA - e duvido muito que volte à liderança, apesar de ter notado melhorias, agora em Melbourne, no seu jogo.
Quanto à Petra Kvitova, chegar às meias-finais foi bastante bom para uma tenista que há um ano estava às portas de saída do top-40; porém, para uma nº2 mundial que se previa ser a próxima nº1 foi uma prestação desapontante - mais para ela, claro. Eu nunca fui grande fã dela, apesar de no final da temporada passada ela ter jogado bastante bem na Fed Cup e no Masters. Vamos ver se ainda chega ao topo, tem mais que tempo.

Passando agora à competição masculina, ganhou o grande Novak Djokovic!!! Não vi a final desde o início - perdi os primeiros 53min, só vi 5 horas de jogo então - mas do que vi foi provavelmente o melhor encontro de ténis a que alguma vez assisti. Naquela que foi a final mais longa de sempre em torneios do Grand Slam, Novak Djokovic repetiu o triunfo de 2011 no mesmo palco (e as vitórias em Wimbledon e US Open frente ao mesmo jogador) e venceu o seu terceiro Australian Open, derrotando na final o espanhol Rafael Nadal por 5-7 6-4 6-2 6-7(5) 7-5.
Foi de facto um encontro incrível! O Nadal entrou melhor mas depois houve uma reacção "à Benfica" por parte do Nole, que venceu categoricamente os dois sets seguintes. No quarto parcial, o sérvio estava a jogar bastante melhor mas depois desceu um pouco o rendimento; penso que a chave foi no 4-4, quando o Djokovic teve 3 pontos de break e o Nadal anulou-os ganhando 5 pontos seguidos, levando o estádio ao rubro. Esse set foi a tie-break, e aí o Djokovic ainda esteve a vencer por 5-2 mas depois acabou por perder (outra vez) cinco pontos seguidos e a final foi para um merecidíssimo 5º set.
Sinceramente pensei que o Djokovic já não aguentasse o quinto set, e então quando este 2-4 com um break abaixo... Porém, apesar de estar todo roto, o Nole fez mesmo uma grande reviravolta e só perdeu mais um jogo, ganhando por 7-5 esse set! 5º Slam da carreira, o quarto nos últimos 5 Majors.
No final, foi engraçado ver os chatos da organização e dos patrocínios a discursarem e os dois tenistas, todos rotos, em pé a ouvir - até lhes levarem duas cadeiras. Nos discursos, foi bom ver esses dois exemplos de dedicação e humildade a reconhecerem qualidades aos outros.
Agora, é para ganhar em Roland Garros! Vai ser complicado (e até lá o Nole tem quatro Masters 1000 para defender), mas penso que se ele estiver confiante e em forma pode mesmo derrotar o Nadal em terra batida.

Vou só falar brevemente do Roger Federer e do Andy Murray. Quanto ao primeiro, pensei que fosse manter a forma de final de ano - não perdia desde a meia-final do US Open - e chegar, pelo menos, à final; pelos vistos, e com pena minha, penso que os Grand Slams já não são para ele. O Murray, apesar de não repetido a final dos dois últimos anos, fez um grande jogo contra o Djokovic (o Nole jogou 10 sets em menos de três dias) e mostrou que está bastante melhor... a concorrência continua forte, mas será este ano que ele ganha um Major?

É tudo, mais uma vez. Cumprimentos,
Pedro Mendes


Teste

Teste

domingo, 22 de janeiro de 2012

Australian Open - 1ª semana

Visto já ter resolvido o meu problema, vou postar o texto aqui no uspeti.blogspot.com outra vez. Por duas vezes tentei postar aqui no Uspeti e apenas apareceu o título, omitindo (e eliminando) toda a minha escrita diversificada, criativa e genial – se o leitor for regular seguidor do meu blog, decerto reparou; porém, calculo tenha uma vida. Tive de postar esta mensagem no Twitlonger, mas agora já se resolveu.

Ora, é a terceira vez que vou escrever o meu resumo da primeira semana em Melbourne, portanto este post já não deve estar tão bom como os anteriores; em vez de brilhante ou espetacular, é capaz de sair um post apenas bem-escrito. As minhas antecipadas desculpas.

O top-5 continua representado em ambos os torneios. No caso do masculino, o tenista mais cotado a ser eliminado foi o 8º favorito Mardy Fish; no plano feminino, é à tenista caseira Sam Stosur, 6ª cabeça-de-série, a jogadora com ranking mais alto que está fora da Austrália (não necessariamente, pois a Sam deve lá morar). Quanto à eliminação do Fish, na segunda ronda, nem foi assim nada de muito surpreendente, pelo menos para mim; ele é de facto um dos melhores tenistas do mundo, mas em Majors não costuma ter grandes prestações. Fiquei, sim, muito espantado com a derrota inicial da Stosur; para uma tenista que venceu há coisa de 4 meses o US Open e que jogava em casa, tinha obrigação de fazer muito mais – porém, a australiana deverá subir para o 5º posto WTA (o seu melhor de sempre) na próxima atualização. É ténis…

Começando pelo quadro masculino, temos assistido a um passeio de Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer, que têm ganho facilmente sem ceder sets – Andy Murray já perdeu um parcial, o primeiro de todos aliás, mas também tem vindo a subir de rendimento em Melbourne. Portanto, julgo que as meias-finais serão embates entre estes tenistas do BigFour; porém, homens como Juan Martin del Potro (defronta Federer) e Jo-Wilfried Tsonga (mede forças com Murray) sabem o que é chegar às fases avançadas de Slams e podem muito bem levar de vencida, nos quartos-de-final, um dos quatro favoritos – Djokovic e Nadal têm como possíveis adversários David Ferrer e Tomas Berdych, mas quanto aos dois atuais primeiros do ranking penso que é mais difícil serem surpreendidos. Para terminar, destaque para a presença do atual 181º tenista mundial na segunda semana do Happy Slam, e, consequentemente, nos 16 melhores do torneio. O leitor deve ter pensado “hmm, deve ter sido algum jovem que se está a mostrar”… ou então já sabe que eu estou a falar do antigo nº1 mundial Lleyton Hewitt. O australiano, finalista em 2005, entrou no torneio por convite e tem aproveitado sobremaneira o wild-card, já tendo eliminado tenistas como Andy Roddick [15] e Milos Raonic [23]. Agora contra o Nole vai ser complicado, mas para quem dizia que o Hewitt estava acabado ele provou que quem sabe, nunca esquece.

Passando ao quadro feminino, também tem sido um torneio tranquilo o protagonizado pelas tenistas do top-4; Wozniacki e Kvitova já cederam sets, mas Azarenka e Sharapova continuam a jogar a grande nível e vão cedendo muitos poucos jogos (sequer). As meias-finais serão, de certeza, muito interessantes mas penso que tenistas como Kim Clijsters e Serena Williams, antigas campeãs na Austrália, têm legítimas hipóteses de chegar a essa fase e, quiçá, ao jogo decisivo. Quanto à Ana, tem estado a jogar bastante bem – melhor do que eu pensava, sinceramente – e tem agora um teste de fogo contra a Petra Kvitova. Será complicado, mas penso que se a sérvia jogar ao seu melhor e aproveitar a inconstância de Kvitova (agora a checa tem estado muito bem mas às vezes tem momentos piores) pode chegar aos quartos-de-final. Depois, é até onde for.

É tudo. Cumprimentos,
Pedro Mendes