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domingo, 15 de abril de 2012

Clay season preview

It's been a while since the last time I've written in English, and as long as the most popular post is in Shakespeare's language I feel in the mood of writing again in this language.

So, clay season starts today with the third Masters 1000 of the season in Monte Carlo - also, the first of 3 M1000 played on clay. After Monte Carlo Rolex Masters, we'll also have the Mutua Madrid Open and the Internazionale BNL d'Italia in the same category, and one ATP 500 tour in Barcelona. In addition, of course, one of many ATP 250 is here in my country - Estoril Open, the only combined clay tournament besides Madrid and Rome.


My expectations for men's tournaments are very high to Rafael Nadal. The best player on clay ever (for many people, including me) has the capacity of defending successfully his titles in Monte Carlo and Barcelona and winning in Spain and Rome's capital-cities as well - last year he lost both for Novak Djokovic, when Nole was on his outstanding winning streak. That's the very point of this clay season: has Djokovic capacity for defending his 2500 points (Belgrade, Madrid and Rome) in 2012? He's doing another great season with two titles won so far, but he already lost twice - last year he reached Belgrade with four titles and 4500 won, today he "just" has 3000 points this season. Of course he's the world number 1 unquestionably and playing very well, but he's not as strong as he was 366 days ago... and Rafa already knows (at least he should know) why he lost in Madrid and Rome last year. I believe in Nole as I always do but it gonna be tougher this season.


About women's, the principal tournaments on clay pre-Roland Garros are played in Barcelona (two weeks before ATP's one), Stuttgart, Rome and Madrid (this last two are played simultaneously with men). Despite Victoria Azarenka being the #1 with just one loss this season, we don't actually have a female tennis player that stands out on clay. The very Victoria Azarenka is good on clay but not as good as on hardcourt. Petra Kvitova, Maria Sharapova are also pretty good on the surface, and former Roland Garros champions Li Na and Francesca Schiavone (both in bad shapes) have their best results on clay. And we also have the Germans Julia Goerges (won Stuttgart last season) and Angelique Kerber, that just defeated Caroline Wozniacki in Copenhagen and is one of 2012 surprises.
About Ana Ivanovic, she has few points to defend on clay so she has all of possibilities of improving her ranking in the next months. Ajde

That's all. Thanks for reading,
Pedro Mendes

domingo, 8 de abril de 2012

Vitória de Serena Williams em Charleston

Não tenho tido muito tempo ou paciência para escrever aqui. Agora nas férias estive fora na primeira semana e nesta tenho descansado, além de que não via um encontro de ténis há algum tempo... Porém, hoje vi a final do torneio de Charleston a dar e resolvi ver o jogo até ao fim para voltar a escrever aqui, que sei que os meus seguidores não dormem a pensar no próximo post xD


Podia dizer que foi um bom encontro, mas não foi. Pelo menos no geral, pois a Serena deu um banho de ténis à Lucie Safarova - que não jogou mal, mas nunca conseguiu contrariar o jogo da norte-americana.
A Serena, para mim uma das tenistas mais inteligentes do circuito, jogou a grande nível, alinhando winners (principalmente de esquerda) de qualquer parte do court e apresentando um serviço fortíssimo - salvou os quatro break-points que enfrentou e alinhou 5 ases, um deles para fechar o encontro. 

Parece estar mesmo de volta ao seu melhor nível, ela que tem 27 torneios do Grand Slam (13 em singulares e 14 em pares) e que venceu agora o 40º torneio da carreira, primeiro da temporada. Veremos se conseguirá manter a forma e voltar às vitórias em Grand Slams; para Roland Garros, não vejo nenhuma tenista especialmente boa em terra que lhe faça frente...

Quanto à Lucie, o melhor que fez hoje foi ganhar um jogo em branco. Ela que ontem tinha aplicado uma bicicleta à Polona Hercog na meia-final (duplo 6-0), hoje apenas ganha um jogo... Como já disse, não é que tenha jogado mal mas não tem experiência e força mental para fazer frente à Serena. Pelo menos ainda, pois considero-a uma das tenistas esquerdinas com maior potencial do circuito.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Indian Wells

Terminou ontem o primeiro torneio Masters 1000 da temporada. Foi o BNP Paribas Open, jogado em piso rápido, na Califórnia. É por muitos considerado o "quinto Slam" - por demorar mais de uma semana e por também ter 128 tenistas a competir no quadro principal -, apesar de eu achar que a haver um quinto Slam, esse teria de ser o Masters.


Bom, mas o que interessa é que dá 1000 pontos ao vencedor, e não 2000 como nos Majors. E esse milhar de pontos foi para Roger Federer e Victoria Azarenka na edição deste ano.


Começando pelo torneio masculino, não posso dizer que fiquei surpreendido com a vitória do Federer. Pensava que ia ganhar o Djokovic, sendo o meu favorito e atualmente o melhor tenista no circuito, mas o Federer será sempre o Federer (103 finais, 73 títulos, 16 Grand Slams, 19 Masters 1000) e portanto nunca se poderá por fora do lote de favoritos.

Foi uma boa vitória na final, frente ao John Isner. Este gigante norte-americano, que foi o vencedor daquele encontro de mais de 11 horas (três dias de duração) em Wimbledon'2010, chegou à sua primeira final em Masters 1000 - e derrotou o Djokovic na meia-final - e agora começa esta semana no 10º posto mundial. Grande progresso do Isner nestes últimos anos, ele que sempre teve aquele ar de descoordenado que só sabe servir.

Depois, tanto o Nadal como o Djokovic foram eliminados na meia-final. Quanto a Nadal, foi uma derrota "aceitável" pois, quando não é em terra batida, é muito mais difícil derrotar o Federer; agora o Djokovic, começa a ficar um bocado preocupante. Só tem ainda um título esta temporada, o Australian Open, e já perdeu o ATP 500 do Dubai e agora o Masters 1000 e Indian Wells. Claro que não tem de defender todos os dez títulos que conquistou na temporada passada, mas convém defender alguns!!!

Finalmente, ainda queria falar no Andy Murray. Ele que começou a época bastante bem - quase venceu o Djokovic na meia-final do Australian Open, para depois o derrotar mesmo nas semis do Dubai - perdeu agora na 1ª ronda do BNP pela segunda vez consecutiva. Um nº1 mundial tem de começar a ser mais regular, digo eu...


O torneio feminino, não acompanhei tanto mas sei que foi outro passeio para a Victoria Azarenka. A nº1 mundial somou a 23ª vitória consecutiva e parece-me que pelo menos até Roland Garros vai ser líder do ranking. Grande início de ano, espero que o mantenha pois das quatro primeiras é a minha favorita a liderar.

Depois, a Ana esteve bastante bem mesmo! Meias-finais, derrotou a campeã em título Wozniacki e a Bartoli até lá... foi pena a lesão contra a Sharapova mas pronto, foi bom à mesma. A ver se é desta que ela começa a jogar mesmo bem, o que ela sabe. E voltar aos triunfos.

Quanto à Wozniacki, ficou-se pelos oitavos e não defendeu com sucesso o título, sendo agora 6ª mundial. Parece que não tinha mesmo estofo para liderar o ranking, a cada torneio que passa convenco-me mais disso... mas que está a jogar melhor, pelo menos mais agressivamente, está. E tem vontade de voltar ao topo, a ver se consegue.


Cumprimentos,
Pedro Mendes

sexta-feira, 16 de março de 2012

Últimos torneios

Já há muito tempo que não escrevia. Não tenho andado com tempo ou paciência e os torneios que têm havido não têm sido nada de especial, portanto não vi necessidade de escrever. Agora, porém, vão começar os Masters 1000 e portanto vou voltar a escrever e falar sobre o que se tem passado no circuito.

Desde o Australian Open, disputaram-se diversos torneios ATP 250 e 500, e outros WTA de categorias altas como a Premier 5.
Roger Federer ganhou os últimos que disputou, ambos ATP 500 - em Roterdão e no Dubai. Já David Ferrer também venceu dois, um ATP 250 em Buenos Aires e outro em Acapulco da categoria 500, sendo o único tenista em 2012 com três torneios ganhos, e Juan Martin del Potro ganhou o Open 13 (ATP 250) em Marselha. Milos Raonic, uma das novas coqueluches do ténis mundial, ganhou em San Jose e perdeu na final do outro ATP 500 disputado até agora, o de Memphis - foi ganho pelo austríaco Jurgen Melzer. Raonic tem estado bastante bem, com dois títulos já ganhos até hoje e no top-25 pela primeira vez na carreira. Veremos onde chega este jovem jogador nesta temporada...
Já Ferrer, ainda se viu ameaçado por Jo-Wilfried Tsonga quando, há uma semana, o francês lhe roubou o 5º posto mas com esta vitória agora em Acapulco recuperou o lugar (Tsonga chega a Indian Wells com zero títulos em 2012) e parte forte para os Masters. Duvido que mantenha o 5º lugar muito mais tempo, também devido à idade e ao crescendo de forma de nomes como Tsonga e Del Potro, mas o valenciano continua muito constante e seguro dentro do court.
Depois, observamos um Roger Federer em boa forma. Desde o US Open que só perdeu um jogo, a meia-final do Australian Open para o Nadal... as pessoas podem querer dizer que ele nunca mais ganhará um Slam, mas fora dos Majors o suiço ganhou TUDO desde o USO. Pode estar acabado em termos de Slams (é o recordista, com 16) e em termos de ranking, pois duvido que volte sequer ao 2º lugar, mas continua a dar cartas e a espalhar classe no circuito.
Finalmente, o já referido Juan Martin del Potro está a começar bem o ano. O argentino chegou esta semana ao 9º posto mundial e está bem posicionado para fazer um ano semelhante ao de 2009, em que ganhou o US Open e se tornou no primeiro tenista de sempre a vencer Roger Federer e Rafael Nadal no mesmo torneio. Estou a torçer por ele...

Quanto ao circuito feminino, não tenho acompanhado muito. Sei que a Agnieszka Radwanska ganhou em Doha e no Dubai, os torneios mais importantes até agora, e está agora no 5º lugar do ranking... pessoalmente não a acho digna desse estatuto, pelo menos por agora, mas é sem dúvida uma grande jogadora.

Para Indian Wells e Miami, espero que ganhe o Djokovic no lado masculino. Este ano, ao contrário de 2011, ele chega aos EUA já tendo perdido um encontro - nas meias-finais do Dubai há 3 dias - mas isso não o deve afetar. Espero.

Cumprimentos,
Pedro Mendes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Australian Open - finais masculinas e femininas

E finalmente volto a postar! Gostaria de ter ido escrevendo mais durante o Open da Austrália, mas devido a problemas que tive com a publicação das mensagens - hoje resolvidos com a ajuda de um amigo meu a quem agradeço - não o pude fazer. Agora que acabou a competição, vou falar sobre o que aconteceu e, como é hábito, dar a minha opinião - sei que o leitor está mais interessado nos meus pontos de vista.

Começando pela competição feminina, foi pouco mais que um passeio para a vencedora (e agora líder do ranking WTA), a bielorrussa Victoria Azarenka. Pessoalmente nunca pensei que ela tivesse grandes hipóteses de ganhar; com as antigas vencedoras Kim Clijsters, Maria Sharapova e Serena Williams em competição, entre outras grandes tenistas, a Vika não era das minhas cinco favoritas. Porém, enganei-me e fiquei de facto feliz com a vitória da bielorussa; penso que, se ganhar consistência - especialmente ao nível físico - pode ser uma número 1 mundial que vença muitos Majors e que mostre domine o circuito por muito tempo. Afinal ela só tem 22 anos!
Também gostei da Maria Sharapova; em 7 meses, a regressada russa chegou à final de dois eventos do Grand Slam - só falhando em Flushing Meadows. Não venceu nenhum, mas deixou boas indicações de que está de volta à sua forma que a levou ao topo do ranking... e a Sharapova ainda só tem 24 anos. Por acaso tive de pena de não ter visto a final, mas depois vi o resumo e não me pareceu que tivesse perdido grande coisa; 6-3 6-0 são parciais de jogo só com um sentido.

Depois, a Caroline Wozniacki e a Petra Kvitova foram desilusões. Depois de mais um ano a liderar o ranking, tendo disputado 5 Slams como primeira cabeça-de-série, a Wozniacki nunca chegou sequer à final! Acaba assim o "reinado" da dinamarquesa no topo do circutio WTA - e duvido muito que volte à liderança, apesar de ter notado melhorias, agora em Melbourne, no seu jogo.
Quanto à Petra Kvitova, chegar às meias-finais foi bastante bom para uma tenista que há um ano estava às portas de saída do top-40; porém, para uma nº2 mundial que se previa ser a próxima nº1 foi uma prestação desapontante - mais para ela, claro. Eu nunca fui grande fã dela, apesar de no final da temporada passada ela ter jogado bastante bem na Fed Cup e no Masters. Vamos ver se ainda chega ao topo, tem mais que tempo.

Passando agora à competição masculina, ganhou o grande Novak Djokovic!!! Não vi a final desde o início - perdi os primeiros 53min, só vi 5 horas de jogo então - mas do que vi foi provavelmente o melhor encontro de ténis a que alguma vez assisti. Naquela que foi a final mais longa de sempre em torneios do Grand Slam, Novak Djokovic repetiu o triunfo de 2011 no mesmo palco (e as vitórias em Wimbledon e US Open frente ao mesmo jogador) e venceu o seu terceiro Australian Open, derrotando na final o espanhol Rafael Nadal por 5-7 6-4 6-2 6-7(5) 7-5.
Foi de facto um encontro incrível! O Nadal entrou melhor mas depois houve uma reacção "à Benfica" por parte do Nole, que venceu categoricamente os dois sets seguintes. No quarto parcial, o sérvio estava a jogar bastante melhor mas depois desceu um pouco o rendimento; penso que a chave foi no 4-4, quando o Djokovic teve 3 pontos de break e o Nadal anulou-os ganhando 5 pontos seguidos, levando o estádio ao rubro. Esse set foi a tie-break, e aí o Djokovic ainda esteve a vencer por 5-2 mas depois acabou por perder (outra vez) cinco pontos seguidos e a final foi para um merecidíssimo 5º set.
Sinceramente pensei que o Djokovic já não aguentasse o quinto set, e então quando este 2-4 com um break abaixo... Porém, apesar de estar todo roto, o Nole fez mesmo uma grande reviravolta e só perdeu mais um jogo, ganhando por 7-5 esse set! 5º Slam da carreira, o quarto nos últimos 5 Majors.
No final, foi engraçado ver os chatos da organização e dos patrocínios a discursarem e os dois tenistas, todos rotos, em pé a ouvir - até lhes levarem duas cadeiras. Nos discursos, foi bom ver esses dois exemplos de dedicação e humildade a reconhecerem qualidades aos outros.
Agora, é para ganhar em Roland Garros! Vai ser complicado (e até lá o Nole tem quatro Masters 1000 para defender), mas penso que se ele estiver confiante e em forma pode mesmo derrotar o Nadal em terra batida.

Vou só falar brevemente do Roger Federer e do Andy Murray. Quanto ao primeiro, pensei que fosse manter a forma de final de ano - não perdia desde a meia-final do US Open - e chegar, pelo menos, à final; pelos vistos, e com pena minha, penso que os Grand Slams já não são para ele. O Murray, apesar de não repetido a final dos dois últimos anos, fez um grande jogo contra o Djokovic (o Nole jogou 10 sets em menos de três dias) e mostrou que está bastante melhor... a concorrência continua forte, mas será este ano que ele ganha um Major?

É tudo, mais uma vez. Cumprimentos,
Pedro Mendes