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terça-feira, 22 de maio de 2012

Internazionali BNL D'Italia

Acabou na segunda-feira o último Masters 1000 em terra batida e, com isso, também termina a preparação para o Open de França – pelo menos para os principais tenistas mundiais. Em Roma voltou-se à terra batida clássica (vermelha), depois da polémica que causou a superfície azul em Madrid, e com isso muitos dos melhores tenistas na superfície voltaram aos resultados a que nos têm habituado. Disse que tinha acabado na segunda porque a final masculina foi disputada na segunda-feira, após ter sido adiada devido ao mau tempo que se fez sentir no fim-de-semana na capital italiana.
Vou começar por falar primeiro na final feminina. O encontro foi disputado entre Maria Sharapova e Li Na, que chegaram a este jogo após terem eliminado Angelique Kerber e Serena Williams nas meias-finais – sendo que Li Na beneficiou apenas da desistência da norte-americana, que eu acredito que se ela tem jogado tinha eliminado a chinesa.
Foi um jogo emocionante, quer devido às reviravoltas no marcador, quer devido às paragens pelo mau tempo. Li Na entrou mais forte no encontro e venceu sem grande dificuldade o primeiro set. No segundo parcial, Sharapova elevou o nível e, principalmente, o serviço, e também foi de maneira mais ou menos tranquila que venceu a segunda partida.
Já no set decisivo, a russa manteve o nível e viu-se a vencer por 4-1 com dois breaks à maior e a servir para fechar. Na reage bem, beneficiando de uma quebra da russa, e consegue recuperar a desvantagem chegando até a ter match-point a 5-4. Sharapova salva o ponto e leva o set a tie-break, que só se realizou 3 horas depois (!) devido à chuva. A russa confirma assim o ascendente e eleva o seu 2º título da temporada em terra.
Foi uma boa vitória de Sharapova e, acima de tudo, importante. A russa chega ao Open de França cheia de confiança após uma boa época de terra e tem de novo hipótese de completar o Grand Slam... É uma das melhores tenistas em terra batida neste momento. Quanto a Na, chegou â final mas daí a repetir o triunfo em Paris do ano passado vai um grande passo; mas nunca se sabe.


Já a final masculina foi ganha pelo Nadal. Desta vez o torneio foi disputado em terra batida vermelha e os dois melhores do mundo chegaram, com mais ou menos dificuldade, à final.
À semelhança do que se passou em Monte Carlo, venceu Nadal. Parece que a "estrelinha" de Djokovic anda a desaparecer - sendo que sempre achei que a sequência de vitórias frente ao Nadal do sérvio era mais uma questão de bloqueio mental do seu adversário do que outra coisa - e Nole chega a Roland Garros com zero títulos em terra batida, contrastando com os 3 que havia conquistado em 2011, o mesmo número dos torneios ganhos por Nadal nesta temporada de clay. 
Não digo com isto que o Djokovic esteja a jogar mal. Até agora tem um saldo de 30-5 em vitórias e derrotas este ano, um bom registo mas aquém da sequência invencível do ano passado. Porém, o grande nível de jogo mantém-se e Djokovic é nº1 mundial com todo o mérito; a diferença está em Nadal, que com aquela vitória em Monte Carlo ultrapassou uma barreira psicológica e sente-se confiante para vencer o sérvio outra vez... Veremos o que se passa em Roland Garros. Quanto à final de Roma, foi ganha em dois sets por Nadal que foi sempre superior nos pontos importantes - penso que o Nole anda com uma percentagem alarmante baixa de pontos de break convertidos quando joga contra tenistas de topo.


É tudo. Votem na sondagem até domingo!
Cumprimentos, Pedro Mendes

domingo, 13 de maio de 2012

Terra batida azul de Madrid


Terminou hoje o Mutua Madrid Open, quarto evento Masters 1000 da temporada (segundo em terra batida) que este ano decidiu inovar e apostar numa inédita terra batida azul. E é nesta frase que assenta a polémica que se fez sentir na capital espanhola esta semana.

De facto, isto não é terra batida normal. A organização pode dizer o que quiser - até mostraram o making-of da superfície, como podem ver aqui -, mas os jogadores não se movem da mesma maneira que em Roma, Paris ou Estoril. Isto é, claro que houve alguns como os finalistas masculinos Roger Federer e Tomas Berdych, além do semi-finalista Juan Martin del Potro, e até mesmo a campeã feminina Serena Williams que não apresentaram grandes queixas da superfície mas são excepções. Para mim isto parece mais um hardcourt do que outra coisa, sendo uma superfície mais rápida que a terra normal europeia.
Os mais prejudicados foram os espanhóis. Não houve nenhum espanhol a ter ido às meias-finais, eles que são os especialistas em terra batida e jogavam no seu próprio país, e a contestação ganhou eco com as ameaças de Rafael Nadal e Novak Djokovic - os dois melhores tenistas da atualidade e finalistas de 2011 - a não jogarem em Madrid no próximo ano. 
Penso que foi uma iniciativa que falhou, não digo redondamente, mas parcialmente. O Mutua é um dos torneios mais importantes em terra batida (que é a principal mini-época para os tenistas europeus) e estar a "inventar" num torneio desta importância era arriscar muito. E o pior é que esta medida acabou por prejudicar, e muito os tenistas da casa... Surpreendente? Sim, até sabermos que o dono do torneio não é espanhol mas sim romeno (com um gosto para os troféus um bocado duvidoso...).
Claro que depois temos Roger Federer e Serena Williams, dois antigos líderes dos rankings mundiais, virem dizer que os tenistas é que se têm de adaptar às superfícies. Eles têm razão, mas nem todos os jogadores têm a versatilidade do Roger e da Serena (que já completaram o Grand Slam e juntos têm mais de 100 títulos). Além de que, se não tivessem ganho talvez mudassem o discurso... Eu pessoalmente discordo desta inovação "azul" mas já que foi feita, sim os tenistas deviam de ter dado o máximo para se adaptarem. E quem o fez, ganhou.

Mas agora passando ao que realmente importa, ao ténis em si.

No quadro feminino, ganhou Serena Williams o seu 41º título da carreira e segundo da temporada - depois de Charleston, como escrevi aqui no mês passado. A norte-americana, que amanhã irá subir até ao 6º lugar do ranking, tornou-se assim na primeira tenista da história a ganhar em terra batida vermelha (Europa), verde (EUA) e azul (Madrid 2012). Mais um grande feito para uma das melhores tenistas de sempre!
A Serena, quando não ocupa o topo do ranking WTA, tem isto: consegue banalizar a nº1 mundial de uma maneira que a faz parecer uma mera top-10 ou top-20. Foi assim com Dinara Safina, Caroline Wozniacki e agora Victoria Azarenka... porém, há uma diferença: apesar de tudo, a Azarenka é uma justa nº1 mundial!

O jogo não teve grande história. A Serena abriu com um break e nunca mais perdeu o ascendente da partida, perdendo apenas um jogo no primeiro set. No segundo parcial, a nº1 mundial melhorou um bocado mas não levou o encontro à "negra" e perdeu com um ponto caricato; Serena serviu e após a bola bater no chão, Vika vai para bater e falha a pancada.
Até agora as dominadoras em terra têm sido Maria Sharapova (venceu em Estugarda) e Serena Williams (triunfou em Madrid). A Azarenka foi a ambas as finais mas perdeu as duas sem vencer qualquer set, deixando antever uma quebra de forma da nº1 nesta passagem para "clay". Penso que vamos ter mais um torneio de Roland Garros muito em aberto!

Agora passando à final masculina, que eu vi do princípio ao fim (tirando as partes em que a stream morria ou quando mudava para o jogo do Manchester City e chamava nomes ao Mancini que acabou por ganhar epicamente!) Mais um título em Madrid para o Federer, o segundo desde que se disputa em terra (havia ganho em 2006 em piso rápido) e o primeiro nesta coisa azul. É também o seu quarto título da temporada (tornando-se no jogador com mais troféus em 2012), o 74º da carreira (mantém-se como quarto maior titulado de sempre) e o 20º Masters 1000 na carreira - igualando Nadal no topo da lista. Quando se fala em Federer é inevitável falar nestas suas marcas...

Mas não se pense que foi uma final fácil! O checo Tomas Berdych, 7º tenista mundial jogou muito bem e se tivesse ganho não era, de todo, injusto!
No primeiro set, dominou o tenista checo. Rapidamente se adiantou com um break e a seguir bastou-lhe assegurar os seus jogos de serviço para vencer facilmente por 6-3. Berdych alinhava winners de qualquer parte do court e conseguia forçar muitas vezes o erro a Federer, que se via sem muitas opções para retaliar.
A segunda partida já foi diferente, a começar logo desde o segundo jogo. Federer quebrou o serviço de Berdych ao segundo jogo (tal como o checo havia feito no primeiro parcial) e rapidamente se adiantou a 5-3. Aí, o suiço serve para fechar mas Berdych quebra e depois iguala a 5-5! Esperava-se um tie-break mas Federer conseguiu manter a compostura e aproveitou um jogo de serviço menos conseguido do checo para fechar o set a 7-5 e levar o encontro para a negra.
No terceiro, Federer começa com dificuldade nos seus jogos de serviço (tendo de salvar break-points nos seus primeiros três jogos) constrastando com um Berdych seguro a volear. A 4-3 favorável ao suiço, este consegue quebrar Berdych e a seguir o público presente na Caja Magica vê Roger Federer a servir para o título! Porém, à semelhança do set anterior, Federer é quebrado e Berdych confirma de seguida para igualar a 5-5. Federer faz o 6-5 de seguida e Berdych serve para forçar o tie-break, mas rapidamente se vê 0-40 abaixo - três match-points para Federer. O checo salva-os com três ases e leva o público ao rubro; mas a seguir, com duas duplas-faltas, Berdych acaba mesmo por ser quebrado (sequência de jogos/pontos típica da WTA) e é mesmo Federer quem eleva o troféu - que esteticamente é horrível, faz-me lembrar tudo menos um troféu.

Ah, e mais importante ainda: com esta vitória, Federer volta amanhã ao 2º lugar do ranking! Nunca pensei que ele voltasse a esse posto, mas agora começo a achar que poderá até mesmo voltar a liderar o ranking... Veremos.

Cumprimentos,
Pedro Mendes

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ida ao Estoril Open

Estive no Jamor no sábado. Fui com um amigo ver as meias-finais masculinas, e também consegui ver um bocado da final feminina - que era o meu objetivo inicial mas o Zé não queria estar a ver "gajas" (cada um sabe de si).

Primeiro, a viagem em si foi uma aventura. Saímos do Entroncamento por volta das 11h45, de comboio, para chegar ao Oriente um pouco antes da uma da tarde. Aí, apanhámos o metro até Cais do Sodré (ainda mudámos de linha na Alameda) e chegámos ao fim da linha mesmo a tempo de apanhar o comboio até Algés - tanto que foi por um triz que não o perdemos.
Já em Algés, não fazíamos a mínima ideia de como chegar ao Jamor até perguntarmos a uma simpática (para o caso de ler o meu blog) senhora que nos disse que não valia a pena apanhar o elétrico porque a linha acabava "logo ali". Logo alí o tanas! Andámos para aí 1km até apanharmos um autocarro e eram 14h45 quando entrámos no complexo.
Depois de comprar os bilhetes, ainda me encontrei com o pessoal do bolamarela.com e entrámos mesmo a tempo de ver a Kaia Kanepi fazer o break à Carla Suarez Navarro e ganhar a final do Estoril Open! Foi uma grande final, pois a estona perdeu o primeiro set e teve de salvar dois match-points no tie-break do segundo parcial (Navarro esteve a vencer 6-4) antes de levar o encontro à negra e vencer por 3-6 7-6(6) 6-4. Vimos a cerimónia de entrega dos troféus - e a tristeza da parte de abrir o champanhe, visto nenhuma das duas ter conseguido abrir a garrafa... - e logo de seguida começaram as meias-finais do quadro ATP.

Fui a pensar que o Gasquet ia despachar o Ramos facilmente e depois podia finalmente ver o Del Potro (e o Wawrinka) ao vivo, mas as coisas não correram bem assim. A primeira meia-final durou mais de três horas e foi de facto um grande encontro de ténis! Frente-a-frente estavam Albert Ramos, espanhol de 24 anos que não passou do qualifying no ano passado, e Richard Gasquet, antigo finalista em 2007 e conhecido tanto pela espantosa esquerda a uma mão como pelo caso de cocaína que o levou a ficar suspenso durante meses em 2009.
Foi um grande jogo. O Ramos entrou muito pressionante, com a direita a funcionar muito bem, e foi beneficiando da falta de eficácia da pancada de esquerda do francês - que esteve a grande nível nas rondas anteriores. Pensava que o Ramos não iria aguentar o ritmo mas conseguiu não só fazê-lo como ganhar o set com dois breaks à maior.
Para o segundo parcial comentei com o Zé que ou iria a 12 jogos ou a tie-break, e de facto foi - isto depois de o espanhol ter tido um break de vantagem, anulado dois jogos depois. O Gasquet ganhou facilmente o tie-break por 6-1 e aí pensei que fosse dar um 6-0 ou 6-1 na terceira partida. Enganei-me outra vez...
Na negra, o nível elevadíssimo manteve-se a já a esquerda do francês estava muito mais afinada - no lado de Ramos, a direita mantinha-se forte mas o serviço já começava a descambar. Tudo isto levou a que o set voltasse a ser muito bem disputado e a serem necessários 12 jogos, com o francês a quebrar o catalão a 5-5 e a seguir servir para fechar a 2-6 7-6(1) 7-5. E com isto tudo eram 18h45.

Não me arrependo de não ter visto o jogo completo do Delpo. Ainda fiquei no estádio para o início - e vi o Del Potro e o Wawrinka a dois metros de mim quando entravam para o court - e depois pude ver ao vivo o serviço do argentino; espetacular! Estava a ser um jogo disputado, com o Delpo a servir bem, como sempre, e a esquerda (também a uma mão) do suiço a funcionar bem quando começou a chover a 2-1 0-30. Aí, e visto já começar a tardar, viémos embora e vim a saber na viagem para cá que o argentino ganhou fácil em dois sets... Pensei que o Wawrinka desse mais luta mas de facto era complicado contra a Torre de Tandil.

No dia seguinte, vi pouco da final mas não fiquei surpreendido com a vitória do Del Potro. Mais uma vez, não pensava que fosse em dois sets mas não fiquei muito espantado visto ter presenciado a quebra de rendimento do Gasquet no dia anterior. O argentino fez o bi no Jamor, e continua a provar que o lugar dele é no top-5... Agora falta mesmo lá chegar.

É tudo. Cumprimentos,
Pedro Mendes

domingo, 29 de abril de 2012

Estoril Open 2012

Começa amanhã a 23ª edição do Estoril Open. É torneio tenístico de maior prestígio realizado em Portugal e o único a par dos Masters 1000 de Madrid e Roma (o EO é da categoria ATP 250) que se enquadra quer no circuito WTA, quer no circuito ATP.

Mas antes de falar sobre o Estoril, vou deixar um breve comentário às vitórias de Rafael Nadal e Maria Sharapova (curiosamente, são ambos os atuais vice-líderes mundiais) em Barcelona e Estugarda, respetivamente.

No caso do Nadal, foi mais um dia na vida do melhor tenista de sempre em terra batida. Ganhou o ATP 500 de Barcelona pela sétima vez em oito anos, derrotando na final o nº2 espanhol David Ferrer - que, para mim, é provavelmente o segundo melhor jogador do circuito em terra batida mas é constantemente ofuscado pelo compatriota. Hoje até foi um jogo bem mais renhido; Rafa venceu por 7-6 7-5, tendo estado abaixo um break no segundo set.
Com esta vitória o maiorquino defende com sucesso o triunfo do ano passado (adivinhem lá, o adversário também tinha sido o Ferrer!) e agora só lhe falta ganhar em Roland Garros para defender os três títulos de 2011. Mas, até lá, espera-se que Nadal invista fortemente em vencer nas capitais espanhola e italiana no mês que vem.

Quanto à vitória de Sharapova, já não era assim tão certa. A russa derrotou Victoria Azarenka pela primeira vez este ano, depois de ter perdido no jogo decisivo do Open da Austrália e de Indian Wells e conquistou o primeiro título do ano. Já era tempo, depois de tantas finais perdidas!
Sinceramente, nunca pensei que a Maria fosse ganhar. Primeiro, porque foi contra a nº1 mundial (que só perdeu uma vez este ano, salvo erro) e depois porque tem tido dificuldade nas finais mais recentes que tem jogado. Mas rapidamente vi que estava enganado, pois a Sharapova fez um grande jogo e, categoricamente, venceu por 6-1 6-4 em 1h22min. Foi uma grande exibição em terra e, numa altura em que não há nenhuma tenista especialmente dominadora nesta superfície, esta vitória poderá motivar a russa a, quem sabe, aspirar a vencer em Roland Garros - único troféu do Grand Slam que lhe falta.

Agora passando ao Estoril Open; espera-se mais uma grande edição do evento, apesar das (habituais, infelizmente) baixas de última hora. Nomes como Gael Monfils - este pelo segundo ano consecutivo - e Juan Carlos Ferrero anunciaram esta semana que não vão estar presentes em Portugal, o que de facto não é bom para o torneio... Mas ainda assim, teremos Juan Martin del Potro (campeão em título), Richard Gasquet e Stanislas Wawrinka no Jamor, além dos portugueses Rui Machado (nosso melhor tenista de sempre) e Frederico Gil (finalista em 2010)! Além de, claro, termos 5 portugueses no quadro principal e a certeza de que pelo menos dois deles vão aos oitavos-de-final.
Esperemos que seja um torneio cheio de emoção, boa-disposição e, principalmente, ténis! Acompanhem tudo em www.bolamarela.com.

É tudo, cumprimentos e boa semana
Pedro Mendes

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Monte Carlo

Ontem foi a final do primeiro evento da temporada em terra batida, pelo menos aquele no qual a maioria dos tenistas de topo se estrearam na preparação para Roland Garros. Disputado no principado do Mónaco, o Monte Carlo Rolex Masters é o terceiro evento da categoria Masters 1000 da temporada, e o primeiro em terra batida; é também o único dos nove M1000 que é facultativo aos tenistas mais cotados.

Para mim, Monte Carlo'2012 marca um ponto de (re)viragem no ténis. Não diria uma volta de 180º no paradigma tenístico mundial, mas tenho a certeza que muita coisa vai mudar. Porquê? Porque, se não é novidade ver Rafael Nadal ganhar em Monte Carlo (o maiorquino tem-no feito desde 2004, um recorde no circuito ATP), é a primeira vez nesta década que o nº2 mundial consegue vencer Djokovic.

Desde a meia-final do Masters de 2010 que o Nole tinha vencido o Rafa em todo o lado. Em hardcourt (Indian Wells, Miami, US Open, Australian Open), em relva (Wimbledon) e até mesmo em terra batida (Madrid e Roma) o sérvio havia vencido as últimas sete finais que tinha disputado com o espanhol.
Porém, essa série acabou no passado domingo. Após aquele encontro épico na final do Open da Austrália, onde qualquer um podia ter ganho, Nadal conseguiu corrigir os erros do passado e mostrou quem manda em Monte Carlo; o melhor tenista de sempre em terra, para mim e para muita gente, derrotou o nº1 mundial por 6-3 6-1 e mostrou que está pronto para o ataque de Djokovic à vitória no Open de França, o único título do Grand Slam que lhe falta. Parece que vamos ter grande embates nesta temporada de terra!

Claro que o Nole podia ter jogado melhor, mas não o fez. Mérito para Nadal, principalmente, mas também há que ter em conta a notícia da morte de Vladimir Djokovic, avô do melhor tenista do mundo, recebida a meio do evento. Já ter chegado à final é uma vitória (mesmo em termos de ranking, a vantagem do sérvio aumenta em 100 pontos) e de certeza que o Nole irá dedicar um título ao seu avô em breve.

Votem na sondagem!

Cumprimentos,
Pedro Mendes