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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Antevisão dos WTA Championships de Istambul

Começa hoje em Istambul o TEB BNP Paribas WTA Championships Istanbul 2012, comummente conhecido como Masters WTA. Como é hábito, reúne as oito melhor tenistas da temporada e ainda as restantes duas tenistas do top-10 (que partem como "meras" suplentes, podendo ter hipótese de jogar caso alguma das selecionadas se lesione ou desista por alguma razão.
Na edição deste ano, nota para um pormenor curioso: todas as tenistas, incluindo até as suplentes, são de nacionalidades diferentes. Cada vez mais o ténis feminino se tem globalizado, depois de anos em que o domínio pertencia às tenistas de leste, principalmente Rússia e República Checa, e mais recentemente as norte-americanas irmãs Williams.

Ambos os grupos têm (pelo menos) uma antiga vencedora e uma estreante.
No Grupo Vermelho, Victoria Azarenka e Serena Williams irão provavelmente discutir o primeiro lugar enquanto Angelique Kerber e Li Na terão de jogar mesmo ao seu melhor nível, ou até mesmo um pouco mais, para poderem aspirar a passagem às meias-finais. Este é provavelmente o grupo mais forte; conta com a número 1 e finalista na temporada passada, a já referida antiga vencedora (Serena Williams, 2001 e 2009), a estreante Angelique Kerber (que é para mim muito mais forte que Sara Errani, a outra tenista que se estreia no "5º Major") e ainda Li Na, que repete a presença do ano passado e que ao seu melhor nível pode bater qualquer uma - bem, talvez menos Serena Williams...
Neste grupo a Serena é uma incógnita; tem jogado pouco ou nada desde o US Open, e apesar de ser a tenista mais em foco nos últimos tempos já não joga o Masters há três anos e, como disse, não está em forma; porém, penso que as duas que irão passar são a norte-americana e a Azarenka, que tem feito um ano muito bom que pode terminar em beleza com este título. De resto, talvez se Kerber ou Li Na estivessem no Grupo Branco pudessem passar mas assim, vai ser complicado... Mas ténis é ténis.

Passando agora ao Grupo Branco: aqui figuram as antigas campeãs Maria Sharapova e Petra Kvitova (esta última a campeã em título), além de Sara Errani e de Agnieszka Radwanska, confirmada definitivamente como uma tenista de topo nesta temporada.
Penso que será um grupo mais em aberto do que o Vermelho. Com exceção de Sara Errani, que está uns furos mais abaixo neste superfície do que as três europeias de Leste, qualquer uma pode passar à próxima fase... À partida as favoritas são Maria Sharapova - que este ano já liderou o ranking e sabe como se vence o Masters - e Petra Kvitova, por ser a campeã em título e também pelo tipo de piso, hardcourt indoor.
No entanto, nenhuma das duas está especialmente em boa forma e a Kvitova tem tido um ano que roça o desapontante. Depois de quase ter sido número 1 há um ano, chega a Istambul no 6º posto (é 5ª cabeça-de-série mas com a perda dos pontos do ano passado começou esta semana no 6º lugar) e não tem jogado mesmo nada de especial; enquanto que a Radwanska teve um ano muito bom - depois da final em Wimbledon foi mesmo vice-líder do ranking - e julgo que, considerando as duas atualmente, Radwanska pode perfeitamente deixar a campeã já pelo caminho.

No final, como já referi, espero que vença a Victoria Azarenka.

Cumprimentos,
Pedro Mendes

domingo, 14 de outubro de 2012

Resumo da mini-temporada asiática

Com a final do Shanghai Rolex Masters de hoje, chegou ao fim a mini-temporada asiática de hardcourt. Disputaram-se cinco torneios nas principais capitais asiáticas; dois da categoria ATP 250 em Banguecoque (Tailândia) e Kuala Lumpur (Malásia), igualmente dois eventos ATP 500 em Pequim (China) e Tóquio (Japão), culminando no já referido Masters 1000 de Xangai, único evento desta categoria disputado no continente asiático.

Ao contrário da temporada passada, em que houve um domínio total de Andy Murray (venceu na Tailândia, Tóquio e Xangai), na temporada deste ano nenhum tenista conseguiu vencer a "tripla" - o que mais se aproximou foi Novak Djokovic, que sai do maior continente do mundo com mais 1500 pontos, fruto de ter vencido em Pequim e Xangai.

Começando pelos eventos ATP 250; na Malásia, Juan "Pico" Monaco venceu o francês Julien Benneteau na final para assim vencer o seu primeiro título fora de hardourt nesta temporada. Tem sido uma temporada bastante boa por parte do Monaco, que eu pessoalmente não gosto muito como tenista nem o acho de calibre top-10, mas o ranking é que manda e se está lá é porque merece.
Mais para Oeste, em Banguecoque, Richard Gasquet venceu o seu primeiro titulo em anos! Depois de já ter perdido uma final este ano, cá no Estoril - onde eu o vi na meia-final a derrotar o Albert Ramos -, o francês venceu finalmente um troféu. Com mais cabeça, Gasquet era um tenista ao nível dos 4 melhores....

Passando a Tóquio e Pequim; houve um vencedor surpreendente na capital japonesa. O tenista da casa Kei Nishikori, agora já cada vez mais uma certeza do que uma promessa, venceu o seu primeiro titulo da carreira logo no seu país natal, e ainda por cima um ATP 500. Foi uma grande vitória frente a Milos Raonic, outro dos novos valores dos circuitos que viu o seu serviço vulgarizado (o que é um feito); tanto um como outro podem nos próximos anos discutir Majors, espera-se.

Agora, tempo para falar no Nole que fez uma temporada asiática bastante boa e muito melhor do que a temporada passada - de facto, pior era quase impossível... Foram duas grande semanas, com vitórias na capital chinesa frente ao Jo-Wilfred Tsonga e hoje, num encontro épico, frente ao Andy Murray em Xangai.

Vi a final de Xangai desde o segundo set, pois nem sabia que começava tão cedo (9h40 portuguesas). O Murray adiantou-se a um break e serviu a 5-4 para vencer o encontro - e eu já a pensar, bem isto agora acaba e lá vou eu estudar Programação... Mas aí o Nole mostrou quem é o verdadeiro nº1 (acho mesmo isto) e salvou dois match-points para depois levar o encontro a tie-break! Aí, outra demonstração de garra e força do sérvio para vencer por 13-11 após salvar mais três (!) championship points; é incrível a maneira como o Djokovic joga em match-points contra.
O Murray anda em crescendo, melhorou imenso, mas ter perdido o segundo set afetou-o e não foi pouco. No terceiro set, com os dois já todos "rotos", o Nole quebrou no 7º jogo, confirmou e a 5-3 ainda desperdiçou dois match-points (bem salvos, diga-se de passagem) para depois vencer categoricamente por 5-7 7-6(11) 6-3. 13º Masters 1000, 33º título da carreira e 6º da temporada.

O melhor tenista do momento é, para mim, Novak Djokovic. É com todo o mérito que o Federer está na liderança mas julgo que é apenas uma questão de tempo até o Nole voltar à liderança - ele que lidera por mais de 1000 pontos na Race, aliás. Vamos ver agora como acaba a temporada; voltamos à Europa para jogar, entre outros, o Masters 1000 de Paris, e depois para Londres nas Finals. Federer defende os dois...

É tudo,
Pedro Mendes

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

US Open - finals

I know it's already Thursday but before today I wasn't in the mood for writing a new post on the blog following this 2012 US Open. University stuff is taking me a lot of time, among other things, so it's today at 1:22 pm that I'm writing my review about the last US Open. Yeah in English this time, because I found interesting my most read posts are in English and refer to last year's tournament in New York.

So, let's start for women's final. With no surprise it was a match between the top-ranked Victoria Azarenka and the one that's probably the female player in a better shape lately - the home-idol Serena Williams.

Honestly, at first sight I thought Serena would win in two sets. Her game is just too good for almost every player in the circuit (and when I say almost, I mean +95%) and Vika wasn't playing that good in Flushing Meadows.
However, it surprised me to see how Azarenka won the second set and almost served it out in the third one! She had her chances there - and deserved it - but you just can't waste a service game that gives you the title when you have an highly motivated Serena Williams on the other side of the net.

And that's it, Serena Williams won her fourteenth Major (third in New York), her second Slam in 2012 - becoming the first player since 2010 until nowadays to win two Majors. She also won the Gold Medal in the middle of her "trip" from London to New York, which gives her the status of GOAT in the actual circuit. She's already 30 years old, 31 soon actually, but if she keeps her shape she will win much more Majors in the following years.
About Azarenka, she confirmed her status of top-ranked. With an Australian Open title and an US Open final so far, among many other titles including a winning streak of 26 by the start of the season, she's definitely  a true world number 1. Finally!

Now, I'll leave here my reflection on men's final. What could have been a boring-as-hell final turned up to be a very interesting match in what concerns about the final winner (the tennis level wasn't always at the top of what it had been last year, for example).

Since the beginning I've always said that I was rooting for Nole (as I always do) but if Murray wins I'd be happy as well. He already deserved so much a Grand Slam title, and after his loss in Wimbledon and his Gold medal this really had to be his time. And it was.
Murray started to winning the first two sets. Nole could perfectly have won the first set in a 20 point tie-break, and in the second he came back from 2-5 down and equalized at 5 all just to lose the next two games afterwards; however, it was really Andy Murray who was one set away of this first Major.
On the next two sets, Nole elevated his level (and the wind decreased its) and everyone remembered last year's semi-final when he turned up a 0-2 sets lead by Roger Federer to go through the final and winning it.

As I was saying, Djokovic won those two sets and equalized at 2 all. At that point I thought "well if Andy loses now, it will be a huge deception for him. He does deserves this title, come on!". Well actually I thought about going bed because the following day I had to be awake at 8 to go to the uni, but I ended up knowing the final score before falling asleep.
So, Andy Murray won his first Major in Flushing Meadows and he really deserved. It's amazing what Ivan Lendl has done! Obviously I'm sad for Nole but he's doing a good year as well and he already won there so...

This is the first year since 2003 that each Major is won by a different player - the first season since Nadal-Federer's dominance, then. And I also found another stat: this season, each Slam was won by the player ranked in its calendar order. Don't you understand? Take a look:

1st Major: Australian Open. Winner: Novak Djokovic (ranked #1 at the time);
2nd Major: Roland Garros. Winner: Rafael Nadal (ranked #2 at the time);
3rd Major: Wimbledon. Winner: Roger Federer (ranked #3 at the time);
4th Major: US Open. Winner: Andy Murray (ranked #4 at the time).

It's also true that today none of them keeps their ranking, but it's a strange curiosity.

That's it. Cheers,
Pedro Mendes

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

US Open - previsão das semi-finais


Já estamos muito perto do final da edição de 2012 do Open dos Estados Unidos. Começam hoje a serem disputadas as semi-finais - primeiro as femininas, e amanhã as masculinas.

No quadro feminino, a única surpresa nas meias-finais é a presença de Sara Errani. Não é propriamente uma surpresa, visto a pequena italiana já ter alcançado uma final de um Major este ano, mas considerando  a secção do quadro onde estava apontaria muito mais para a presença da nº6 Angelique Kerber nesta fase, por exemplo.


Porém, é mesmo a pequena italiana uma das quatro tenistas que lutará por um lugar na final; temo é que não terá muitas hipóteses desta vez, visto a sua adversária ser nada mais nada menos que Serena Williams, finalista no ano passado e protagonista de uma época em relva perfeita - e uma preparação para o US Open também perto desse nível. Desta vez não me parece que a Errani ganhe sequer um set, mas tudo pode acontecer...
Já a outra meia-final é um sempre interessante duelo entre Victoria Azarenka e Maria Sharapova, vencedoras dos dois primeiros Slams da temporada e ambas líderes do ranking em pelo menos uma altura da temporada - Vika esteve desde o Open da Austrália até ao Open de França e voltou ao topo no final de Wimbledon, enquando Masha assegurou o seu regresso à liderança após vencer Roland Garros. Será um duelo renhidíssimo mas se tivesse de apostar, iria para uma vitória de Sharapova devido à sua experiência e forma recente - apesar de as condições de jogo não prejudicarem, de todo, a bielorrussa.

Já no quadro feminino, são umas meias-finais relativamente surpreendentes as que estão agendadas para amanhã. Andy Murray e Novak Djokovic confirmaram os seus estatutos de pré-designados e de favoritos à vitória final e estão a um encontro da final, mas os seus adversários não são propriamente os esperados.
Murray, campeão olímpico em título e finalista na última edição de Wimbledon (além de já ter chegado à final em Flushing Meadows em 2008 quando perdeu para Roger Federer), terá como adversário não o campeoníssimo suiço que derrotou nos Olímpicos e pelo qual foi derrotado no All England Club (pronto, os JO também se realizaram no terreno do 3º Major do ano mas vocês perceberam) mas sim Tomàs Berdych, que surpreendentemente derrotou o antigo penta-campeão em Flushing Meadows em quatro sets e à noite! Será certamente um grande encontro, e imprevisível.
O outro encontro é entre Novak Djokovic e David Ferrer. Não é propriamente surpreendente Ferrer chegar às meias-finais visto já o ter feito em 2007 (e ser o 4º cabeça-de-série), mas considerando que o piso é hardcourt e o valenciano não é conhecido por ser bom em piso rápido apostaria mais rapidamente no Jo-Wilfried Tsonga ou até mesmo no Janko Tipsarevic ou John Isner para lutar com o Nole pelo lugar na final. Ferrer resistiu, e lá estará ele amanhã a defrontar o campeão em título.



É tudo. Cumprimentos,
Pedro Mendes

domingo, 26 de agosto de 2012

US Open - antevisão

Começa amanhã o último torneio do Grand Slam da temporada, o Open dos Estados Unidos. Não irei acompanhar a primeira semana devido a só voltar de férias no domingo, mas deixo aqui a minha interessante antevisão - achavam mesmo que o US Open podia começar sem eu o antever?! Podia... mas não era a mesma coisa.

O destaque desta edição vai, antes de mais e infelizmente, para a ausência de Rafael Nadal. O vencedor em 2010 e finalista vencido em 2011 lesionou-se ainda durante a época de relva (onde não conquistou qualquer título e não venceu mais do que um encontro quer em Halle, quer em Wimbledon), pelo que além de ter falhado os Jogos Olímpicos foi/será também uma ausência nas US Open Series que culminam nestas próximas duas semanas em Flushing Meadows.
Em termos pessoais, Nadal já fez saber que o que lhe importa neste momento é recuperar a sua condição física e voltar em grande para o final da temporada; o espanhol já venceu, como já disse, em Nova Iorque pelo que apesar de ser sempre mau falhar um torneio desta categoria não será propriamente um grande golpe na carreira de um dos poucos tenistas que já completou o Golden Slam.
O maior problema, ainda que o próprio tenista de 26 anos o desminta, é o ranking. Caso Andy Murray chegue à final ultrapassará Rafael Nadal no 3º posto do ranking ATP, fazendo o maiorquino cair para o seu pior ranking em 5/6 anos. Porém, Murray tem uma meia-final teórica com Roger Federer (penta-campeão do US Open, um desses triunfos frente ao próprio nº1 britânico) pelo que será uma tarefa complicada para Murray.

Bem, passando à antevisão propriamente dita. No quadro masculino apostaria numa vitória do Nole; apesar da temporada aquém das expetativas - que não deixa de ser muito boa, mas comparando com a passada será sempre pior - parece que o sérvio voltou à sua melhor forma agora nas US Open Series e espero mesmo que repita o triunfo de 2011. O seu quadro não é muito complicado, tirando um potencial embate com Del Potro nos quartos-de-final - também ele um antigo campeão - pelo que, na sua melhor forma, a -final é perfeitamente atingível. Depois, é vencer 6 jogos por set em pelo menos três ocasiões...

Nas mulheres, é mais uma vez um quadro aberto mas penso que ganhará a Serena Williams. Motivadíssima da época de relva perfeita que fez, a norte-americana chega a Flushing Meadows praticamente na sua melhor forma e, em casa, tem tudo para emendar a final perdida no ano passado para Samantha Stosur - que, infelizmente, não me parece que repita pela sua inconstância habitual. Victoria Azarenka e Maria Sharapova também são favoritas à vitória pelo que têm feito este ano no circuito, e também Kim Cljisters; a belga, tri-campeã do torneio, anunciou que se vai retirar no final desta edição do US Open e de certeza que quererá acabar em grande estilo.

E é tudo, mais uma vez. Vejam que vale a pena, e já agora sigam http://www.youtube.com/user/LadoToficial
Cumprimentos,
Pedro Mendes