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domingo, 21 de abril de 2013

O fim de um reinado

Agora com a faculdade mal tenho tempo de vir aqui escrever, mas hoje depois de ver a final de Monte Carlo lembrei-me que costumo fazer sempre um post sobre este torneio que abre a temporada de terra batida.

Para ser honesto, nunca pensei que o Nadal fosse perder em Monte Carlo. O ano passado estava confiante nisso, pois o Nole andava a ganhar ao maiorquino em todo e qualquer piso desde o início de 2011 e portanto seria mais uma vitória em finais; porém, o Nadal fez o octo, embalando para mais uma grande temporada em terra batida - e vencendo pelo meio o Nole em Roma e Paris -, o que me fez pensar que nunca na vida iria aí perder. E este ano já me estava a preparar para o ena-campeonato e mais um recorde (o de primeiro tenista a vencer um torneio por nove ocasiões); afinal o Djokovic ia lesionado - ou dizia-se - e se o Nadal vence em Indian Wells depois de quase um ano sem pisar um hardcourt, vencer num torneio onde ganha desde que me lembro de ténis não seria nada demais... Mas afinal, é ténis. O que hoje é amanhã pode não ser.

Foi uma final disputada. Ambos entraram nervosos mas o Djokovic conseguiu lidar melhor desde o início com um possível menor favoritismo e com uma incomum inconsistência do Nadal neste piso para se adiantar rapidamente a 5-0! O antigo nº1 mundial ainda recuperou para 2-5 e salvou sete set-points antes de cometer... uma dupla-falta. Foi uma perda de set inglória, mas não deixou de ser justa pelo que cada um fez nesse primeiro parcial.
Na segunda partida, Nadal entrou mais determinado e quebrou no quinto jogo. Foi uma boa reação, mas o Nole conseguiu recuperar o break dois jogos depois e adiantar-se a 5-4 ficando a apenas um jogo da vitória. Aí, outra vez a garra do King On Clay que o levou a quebrar Djokovic no 5-5 e a servir para fechar... antes de ser quebrado. O set culminou num tie-break, onde eu pensei que o Nadal seria mais uma vez arrasador como costuma ser, mas não: 7-1 para Novak Djokovic, 6-2 7-6(1) final e primeiro título de Djokovic no principado do Mónaco, 37º da carreira.

E bem, o número um mundial tornou-se no primeiro tenista de sempre a ganhar ao Nadal em três finais diferentes em terra batida. Tornou-se ainda no primeiro a derrotá-lo em Monte Carlo desde 2003. Esta vitória pode perfeitamente embalá-lo para uma grande temporada de "clay" - no ano passado penso que foi a derrota nesta final que levou à perda do seu domínio quase incondicional sobre Nadal, pelo que pode ter o efeito contrário este ano (ou pelo menos, desmotivar um bocado o maiorquino que volta a defender quase tudo nos próximos dois meses e é de acreditar que o consiga fazer em condições normais). Uma coisa é certa: vamos ter ténis!

Agora, como não podia deixar de ser, o meu comentário ao derby logo. Começando pelas estatísticas: o Sporting não ganha na Luz desde 2005/06, não marca desde 2006/07 e não pontua desde 2007/08. Claro que algum dia isto irá acabar, mas não me parece que seja este ano com esta equipa do Sporting que está motivada, sim, mas contra uma equipa que só perdeu duas vezes este ano - aliás, desde que eu sou maior de idade que o Benfica não perde - penso que as hipóteses são reduzidas. Aposto num 3-0 caso marquemos primeiro, 2-1 caso comecem eles a meter a bola na baliza.

sábado, 2 de março de 2013

Que se lixe a troika

Parece que tem hoje lugar mais uma manifestação contra as medidas de austeridade, a troika, o governo, a educação e todos os motivos que os manifestantes arranjem para protestar nas ruas. E aqui estou eu, em frente ao computador, com a televisão ligada e a pensar no sentido que isto faz.
Okay, por acaso no momento em que estou a escrever isto estou mais a pensar no que vou lanchar mas como se tem falado nisto ao longo do dia decidi escrever qualquer coisa, já que também não tenho publicado desde Janeiro.

Em primeiro lugar, eu não sou contra o protesto; até sou a favor. Como diria o filósofo francês Albert Camus - alguma coisa tem de ficar na cabeça após ter tido dois anos de Filosofia -, a revolta é uma necessidade do ser humano, que é naturalmente revoltado com o que não lhe agrada e que portanto tem o direito (e dever, talvez, de se revoltar). Eu pessoalmente defendo isso, que nos devemos revoltar, mas temos de saber o que estamos a dizer e a fazer.

Queremos mandar o governo abaixo. Certo, o governo cai... e depois? Nós somos um eleitorado muito fácil de convencer: votamos em quem prometer que nos dará dinheiro, ou pelo menos que não nos tirará.
É sempre isto que acontece nas eleições. Claro que os políticos têm culpa em prometer o que não vão cumprir, mas eles fazem isso porque sabem que se falarem "verdade" ninguém vota neles; alguma vez elegiríamos para primeiro-ministro um homem que dissesse que a austeridade ia continuar e talvez até aumentar? Claro que não! Por isso é que aquele banana do António José Seguro veio hoje dizer que os portugueses "têm direito a estarem indignados". Porque se fosse com ele no governo, não haveria austeridade e estaríamos todos ricos não é?

Há bocado vi também um rapazinho a dizer "temos de vir para a rua protestar para que a troika se vá embora". E depois de a troika se ir embora, como os teus pais te disseram que é o melhor que pode acontecer ao país, quem é que paga a dívida? Vais tu ao Monopólio buscar notas de 500 para pagar?
Repito, também estou descontente com o facto de sermos nós que estamos a pagar uma crise pela qual não somos responsáveis e termos cada vez menos dinheiro. Porém, temos de tentar olhar imparcialmente para o que se passa e tentar perceber o que se deve fazer!

É um facto que andámos a viver acima das nossas possibilidades; sim, os outros países também mas não são esses países que têm de resolver o nosso problema - nem a Alemanha, que nós gostamos tanto de dizer que são a fonte de todo o mal mas eles estão a perder dinheiro connosco e quando entrámos para a UE estava no Tratado uma cláusula que dizia que nenhum país era responsável pela dívida dos outros. Portanto, somos nós que temos de pagar isto; quando digo nós não me refiro especificamente a nós, contribuintes.
São os bancos e os políticos corruptos que temos que são os principais responsáveis e devem ser punidos pelos seus actos, mas nós também teremos sempre que pagar pois o povo é a maior classe social do país. Daí não me opor contra a perda do 13º e 14º mês. Vou ser sincero: ficava chateado se me cortassem esses dois subsídios, claro que ficava. Mas se pensarmos bem, é injusto recebermos "apenas" doze ordenados por doze meses de trabalho? Se trabalhamos para x, recebemos x! Em tempos de crise penso que ter um subsídio já é de certo modo descabido, então ter dois é mesmo um gasto de dinheiro dispensável.

Depois, sempre que vejo alguém a entrevistar um manifestante e lhe pergunta em quais seriam as soluções que tanto proclamam, as respostas são sempre as mesmas: "o governo é que sabe", "não sei, mas de certeza que há", "qualquer coisa seria melhor do que isto". Basicamente, protestamos por mudanças que nem sequer sabemos conjeturar? Onde está aqui a coerência que pedimos aos nossos políticos?
É que não há solução. Fizémos merda, entrámos em crise, e saíremos com muito sacrifício. Se o sacrifício não tem de cair quase totalmente no povo? Obviamente que não, eu próprio também estou descontente. Mas cairá sempre sobre nós, e temos de entender isso.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Australian Open 2013


Acabou hoje a 101ª edição do Open da Austrália, o primeiro torneio do Grand Slam da temporada. Não tive muito tempo para acompanhar o torneio como gostaria devido aos exames, mas fui seguindo os resultados e os tenistas e penso que é altura para um balanço geral do Happy Slam.

No quadro feminino, houve uma "quase-confirmação" do potencial de algumas tenistas da nova geração, casos da britânica Laura Robson e da norte-americana Sloane Stephens. A primeira derrotou a antiga nº2 mundial Petra Kvitova num grande encontro de ténis, acabando por cair na ronda seguinte para Stephens - possivelmente a grande revelação em Melbourne; a norte-americana, já indicada pelos sensacionalistas norte-americanos como a sucessora de Serena Williams, derrotou nos quartos-de-final esta mesma Serena em três duras partidas e avançou para as meias-finais da competição onde só perdeu para a futura campeã Victoria Azarenka. Talvez seja um bocado cedo eleger Stephens como a nova Serena Williams, considerando a fasquia elevadíssima que Serena deixou (e ainda está a deixar); porém, a jovem tem muita garra e força de vontade e a sua vitória frente ao seu ídolo de infância nos quartos-de-final que vinha dominando o circuito a seu bel-prazer desde Wimbledon'2012 pode significar muita coisa...

Quanto à final em si, como já disse, foi ganha por Azarenka. Foi um encontro muito aberto, mas no final a vitória sorriu à bielorrussa que assim repete o triunfo de 2012 e se mantém no topo do ranking mundial.
Enquanto toda a gente já apostava numa reedição da final do ano passado, Maria Sharapova vs Victoria Azarenka, eu já estava a pensar que Li é que seria a adversária da Vika. A Masha chegou às meias-finais tendo cedido apenas 9 jogos (recorde!), significando isso que ainda não tinha sido testada... Contra uma Li Na motivada por ter vencido a Agnieszka Radwanska na ronda anterior e a jogar quase em casa, não deixou de ser surpreendente mas de certo modo também previsível que a chinesa chegasse à sua 2ª final em Melbourne em três anos. Já Azarenka tinha sido obrigada a 3 sets contra a norte-americana Jamie Hampton nas rondas iniciais e havia vencido Stephens na meia-final.
Não vi a final porque estava a dormir a essa hora, mas dos resumos que vi pareceu que a Vika ganhou com muito esforço, sim, mas também alguma sorte. Li venceu o primeiro set e no segundo parcial, mais equilibrado, caiu uma vez e voltou a cair de novo na derradeira partida; não tem necessariamente algo que ver mas ela já fez saber que se ficou a sentir mal e debilitada nessas quedas... Bem, no final o que importou foi o que o choro de Azarenka foi de alegria e não de tristeza, e mantemos a mesma número 1 mundial!

Já na competição masculina, houve lugar para grandes encontros de ténis. A começar na primeira ronda com um embate entre os jovens "aussies" James Duckworth e Benjamin Mitchell (entre muitos outros tambem à melhor de cinco sets), sendo que este Duckworth viria a jogar mais cinco sets na ronda seguinte contra o eslovaco Blaz Kavcic mas dessa feita iria perder. Encontros como Jeremy Chardy vs Juan Martin del Potro (palco da primeira grande surpresa do Open com a eliminação da Torre de Tandil), Gäel Monfils vs Gilles Simon (um dos muitos duelos entre franceses), Stanislas Wawrinka vs Novak Djokovic (possivelmente o encontro do torneio, onde Nole esteve a perder 1-6 2-5 para ainda dar a volta em cinco horas de jogo), Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga (duelo dos quartos-de-final), a segunda meia-final entre Roger Federer e Andy Murray (onde Murray só conseguiu finalmente vencer o encontro no quinto set, pois sempre que vencia uma partida a seguinte era "resgatada" pelo suiço no tie-break)... Houveram muitos mais que agora não me lembro, mas estes que enunciei foram para mim os mais espetaculares.

A final já não foi assim tão espetacular, na minha opinião pessoal. Andy Murray e Novak Djokovic repetiam a final de 2011, e foi um encontro demasiado cirúrgico - pelo menos em comparação com a final do ano passado. Murray começou por vencer o primeiro set no tie-break, depois o segundo parcial caiu para Djokovic também num 13º jogo e a 4-3 da terceira partida acontece a primeira(!) quebra de serviço do encontro inteiro e o Nole encaminhou-se para um triunfo mais ou menos seguro em quatro sets, por 6-7 7-6 6-3 6-2. Com este triunfo, Novak Djokovic tornou-se no primeiro tenista na Era Open a vencer por três vezes consecutivas o Happy Slam.

Como disse, e bem, o Miguel Seabra no Eurosport, esta dictomia Djokovic-Murray nos grandes eventos - caso se confirme mesmo como uma dictomia, o que duvido pois Rafael Nadal está perto de voltar ao circuito e Roger Federer ainda lá está - tem potencial de não ser tão interessante como um encontro Nadal-Djokovic ou Nadal-Federer. O espanhol é um jogador único no circuito, e a oposição de estilos quando defronta qualquer outro membro do top-4 é um dos grandes fatores de interesse do circuito ATP atual. Claro que Djokovic e Murray são os dois grandes jogadores, mas têm estilos de jogos semelhantes e eventualmente o Nole irá dominar o Andy na maioria dos torneios; já frente a Nadal não é bem assim, pois são jogadores distintos - e a temporada de 2011 não se volta a repetir...

E é esta a minha revisão final do Open da Austrália. Espero que tenham gostado e deixem o vosso feedback!

Cumprimentos
Pedro Mendes

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Atualidade futebolística


Têm acontecido muitas coisas no "Planeta Futebol" nas últimas semanas, desde treinadores contratados a transferências de jogadores, passando pelo início da Taça das Nações Africanas durante este mês.

Começando pela contratação de Pep Guardiola pelo Bayern Munique: o presidente Karl-Heinz Rummeninge anunciou na semana passada que em Julho o antigo treinador do Barcelona tomaria conta da equipa, passando a ser o treinador mais bem pago do mundo.
Em primeiro lugar, penso que o timing não foi o mais adequado. O Bayern está neste momento envolvido em todas as competições, liderando o campeonato com uma vantagem confortável - mas ainda é matematicamente possível perdê-lo - e este anúncio pode eventualmente destabilizar a equipa devido ao mediatismo todo que havia em volta do novo clube de um dos melhores treinadores do século.
Esta destabilização começa logo a partir do atual treinador, o alemão Jupp Heynckes; não é muito cordial anunciar a sua saída no final da temporada em Janeiro, ainda para mais quando o próprio veio depois mostrar alguma insatisfação ao dizer que queria ter sido ele a fazer esse anúncio. O Heynckes (antigo internacional alemão) pode não ser o melhor treinador do mundo - no Benfica e no Real Madrid não fez nada de especial e na temporada passada ficou em 2º no campeonato e perdeu as finais da Liga dos Campeões e da Taça da Alemanha -, mas pelo menos nesta temporada está a fazer um bom trabalho e merecia mais consideração, penso eu.

Quanto à entrada de Guardiola em Munique, penso que tem potencial para ser uma boa escolha. Claro que haverá sempre quem diga que "ele só pode provar que é um grande treinador se treinar na melhor liga do mundo", mas isso é conversa da treta de quem só conhece o José Mourinho. Treinadores consagrados como Giovanni Trapattoni, Fabio Capello, Vicente del Bosque, Louis van Gaal e muitos mais nunca treinaram na Premiership - além de que isso é estar a denegrir a Bundesliga e o Bayern, um dos melhores clubes da história do futebol mundial. Penso que a estrutura do Bayern se adequa à metodologia de trabalho do Pep, assente no aproveitamento dos jovens da cantera e de jogadores nacionais, e com uma ou outra contratação o clube será um crónico candidato (desta vez, real) a vencer a Liga dos Campeões nos próximos anos.

Depois, vou ainda falar deste fenómeno que está a dar cabo do futebol: a saída dos jogadores para campeonatos menos reputados. Não, não estou a falar da saída de Alexandre Pato para o Corinthians - apesar de achar que não é um passo em frente na carreira, ele ainda é jovem e certamente voltará à Europa - mas sim, por exemplo, da ida do Ricardo Quaresma para o Al Ahli e da mais que provável saída do Pablo Aimar para o mesmo clube, além da contratação de Djibril Cissé por parte do Al-Garrafha...
Quanto ao El Mago, admito que nesta fase da carreira "merece" um grande contrato e já não nos faz a falta que fazia há uns anos... Agora o Quaresma vai estragar (ainda mais) a sua carreira, e a mesma coisa para o Cissé - que prometia imenso mas que desde que saiu do Liverpool nunca se fixou em nenhum clube como deve ser.
Além disto, há também a saída de Emiliano Insúa para o Grémio. É incrível como pensamos que o Sporting já fez tudo o que podia fazer de mal e depois eles mostram que ainda é possível fazer pior... Vender o lateral esquerdo titular, um dos melhores jogadores da equipa, por menos de 3 MILHÕES de euros para um clube brasileiro?! Parece estar tudo a querer sair de Alvalade, o que, falando sinceramente, é triste. Se calhar o próximo negócio iluminado será a venda de Rui Patrício por 5M para o Boca Juniores...

A CAN já aí está. Normalmente realiza-se de dois em dois anos - eles nunca se entenderam sobre a organização do evento muito bem, para dizer a verdade -, mas este ano há outra edição para se passar a disputar em anos ímpares e assim evitar ser realizada em ano de Mundial.
Os principais candidatos serão o Gana e a Costa do Marfim, penso eu. O Egipto voltou a ficar de fora, após terem sido tri-campeões, e os Camarões também foram eliminados. A Costa do Marfim é sempre candidata, para dizer a verdade, mas nunca ganha porque as suas vedetas preocupam-se mais com o seu ego do que com o jogo em equipa; daí as últimas quatro edições terem sido ganhas pelo Egipto (3x) e depois pela Zâmbia no ano passado... frente aos costa-marfinenses.
No fundo, o que importa na CAN nem é tanto o vencedor mas o ambiente. Os africanos são únicos num estádio de futebol, levam uma alegria incomparável mesmo estando o seu país em guerra (em muitos casos) ou mesmo sabendo que a sua seleção não joga muito. O futebol é uma das poucas coisas que une África.

Cumprimentos,
Pedro Mendes

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Lista de Schindler

A Lista de Schindler, um filme de 1993 - mais velho do que eu - realizado por Steven Spielberg, é um filme demasiado conhecido para eu estar a descrevê-lo. Não é que não tenha interesse mas de certeza que há montes de resumos do filme online, além de que honestamente não me apetece contar a história de um filme de mais de três horas.

Depois do exame de Programação I, aquela cadeira onde andei o semestre inteiro a ver passar e agora decidi aplicar-me e descobri que afinal até percebo disto, vim para casa pensar em talvez dormir e depois ficar no pc a ver um filme - e estudar à noite, coisa que duvido que ainda faça hoje pois estou com poucas horas de sono em cima mesmo. Por acaso vi escrito o nome deste filme e, como já tinha ouvido falar, fui vê-lo; três horas é imenso mas pensei, "ehh para ter 8,9 no Imdb é porque vale a pena".

Bem, chega de conversa de treta - que não é treta, é bastante interessante para a minha mãe por exemplo. Basicamente o filme conta a história de Oskar Schindler, um oficial alemão do Partido Nazi que inicialmente queria fazer dinheiro numa fábrica à custa do trabalho dos judeus que iriam, eventualmente, para campos de concentração. Eles acabariam por ser levados para esses campos, em Plaszow (Polónia), até que um dia os nazis decidem fechar o gueto judeu nessa cidade polaca e levar os que não conseguissem matar - infelizmente, é esta a expressão mais adequada - para um campo de trabalhos forçados.
Ao ver esta situação, Schindler entra em contacto com Amon Göth - um dos oficiais nazis mais desumanos que tomava conta do campo e que tinha como hobby apontar a judeus desde a sua janela e espetar-lhes uma bala na cabeça - e quando Hitler ordena que esses judeus sejam levados para Awschwitz Schindler interfere para que venham para a sua fábrica na sua Checoslováquia natal e assim salva a vida a cerca de 1100 almas.

Basicamente é esta a história, não vou entrar em mais detalhe pois fiz este post para focar mais o contexto histórico do filme do que o seu enredo - que no fundo é inspirado no Holocausto, mas não tem a mesma verosimilidade.
Não percebo qual a legitimidade dos nazis (não lhes chamo alemães, pois o povo não tem culpa) para acharem que podem exterminar a raça judia. Ao ver o filme pensava "mas porquê? O que é que os judeus têm a menos que estes filhos de uma senhora cuja atividade profissional é isenta de impostos? Porque razão não estão os nazis no lugar dos judeus?".
De facto é essa a questão. Penso que é impossível compreender a cabeça do Hitler, eu já tentei ler o Mein Kampf mas achei inútil e parei. Mas podemos compreender as ações dos seus subordinados; foram os subornos? Foram os altos cargos? O que os fez matar os judeus?
É que os cristãos falam muito nas guerras religiosas dos muçulmanos mas são iguais ou piores. Foi a Inquisição no século XVI e foi o Holocausto que considero ter sido uma guerra religiosa - numa certa perspetiva, claro - contra o povo judeu. Isto, claro, se o leitor não for uma daquelas pessoas acéfalas que nega o Holocausto...

Espero não ofender ninguém com este post, é só a minha opinião.
Cumprimentos,
Pedro Mendes