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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jesus tem de sair

Olhando para o meu último post, é triste ver como as coisas correram exatamente da maneira oposta ao que seria suposto. Mas faz parte do desporto, é assim que são as coisas e se o facto de o Benfica perder tudo fosse o único problema do país, estávamos nós (muito) bem.
Jesus tem de sair. Não importa o que o Vieira disse - mais uma vez, outro acto de má gestão do Orelhas ao anunciar prematuramente a renovação de contrato com o JJ -, mas um treinador que pelo terceiro ano consecutivo é assobiado e criticado no final da temporada não tem condições para continuar.
É que este ano foi diferente. Este ano, estivémos sempre com a equipa. Este ano, jogámos um futebol de topo e merecemos ganhar todos os títulos onde estivémos envolvidos. O problema é que não basta merecer - porque se fosse assim, o Vítor Pereira não tinha o dobro dos títulos de campeão do Jorge Jesus(!).

Fazendo uma retrospeção da temporada que passou, penso que apenas a Liga Europa foi perdida por falta de sorte. Devíamos ter ganho ao Estoril e, mesmo assim, não devíamos ter ido jogar encolhidos ao Dragão - apesar de termos estado quase a conseguir sair de lá com o empate, mas a sorte sorri a quem a procura.
Tudo bem, a equipa perdeu o campeonato e a Liga Europa, mas nós continuámos lá, fomos recebê-los ao aeroporto vindos de Amesterdão e no jogo contra o Moreirense o pessoal apoiou todo os jogadores e mesmo sabendo que não íamos ser campeões o ambiente foi de festa.
Fomos ao Jamor confiantes na vitória que iria dar um merecido título a estes jogadores. Mas aí o caldo entornou-se, e não podia ser de outra maneira! Além de não termos ganho, não jogámos nada de especial - ou pelo menos o que se pedia para uma final deste género - e no final do jogo os insultos por parte dos adeptos foram totalmente justificados (repito, foi o primeiro jogo em mais de cinquenta onde não estivémos do lado deles).

Se foi uma temporada positiva? Continuo a achar que foi, afinal vencemos quase quarenta jogos, estivémos em grande quer em Portugal quer na Europa. O problema é que essas quarenta vitórias deram-nos tantos títulos como o Sporting, e isto é triste de se dizer - não por ser o Sporting, atenção, mas por ser um clube que em Janeiro já não tinha hipóteses de ganhar o que quer que fosse. Agora, esta frustação de final de temporada é que não pode voltar a acontecer e algo tem de mudar.
Porque se pensarmos bem, no que é que podemos melhorar? Fomos quase perfeitos em 95% da temporada e mesmo assim não ganhámos nada... O que tem de mudar é a basófia, quer dos dirigentes quer de muitos adeptos. E infelizmente isso tem de significar a saída de Jesus, que apesar de na minha opinião não ser o maior culpado, continua ano após ano a cometer sempre os mesmos erros (mesmo apesar de melhorar, e muito) e podem dizer o que quiserem, que estamos melhor com ele do que antes dele, mas um título em quatro anos é pouco para um clube que venceu trinta e um em cem anos.

Antes de terminar, ainda uma reflexão sobre o novo-rico Mónaco. De facto viver-se no principado deve ser o sonho de qualquer pessoa, pelo ambiente e pela localização geográfica da zona mas principalmente pelas condições fiscais aí impostas - o que levará sempre a uma concorrência desleal com o resto dos clubes da Ligue 1 à exceção do PSG. Mas não nos podemos esquecer que o Mónaco subiu este ano de volta à primeira divisão, ou seja, não vai à Europa para o ano! Por que razão é que jogadores como Falcão e João Moutinho (também James e Coentrão, mas estes dois sempre são mais novos e ainda têm pelo menos mais 7-8 anos na alta roda do futebol mundial) assinam/vão assinar por este clube? Por dinheiro? Percebe-se que assim seja, mas "fica mal" a jogadores como o Falcão andarem a dizer que querem jogar na Liga dos Campeões e, sempre que sai de um clube, ir para cada vez mais longe desse objetivo.
Ah, e isto para não falar mais concretamente da transferência do Moutinho. Se de um pacote de €70M, 25M são do português e 45M são do colombiano há de certeza alguma coisa errada aí... O Porto pode dizer o que quiser, que o Sporting continua a ter lucrado mais com o Moutinho do que eles, que venderam uma maçã podre por muito dinheiro, mas o que é certo é que um dos melhores médios da Europa nunca poderá valer quase metade do valor de um extremo que, apesar de prometer muito, ainda não está ao nível dos melhores do Mundo. Mas de que serve esta reflexão, se os sportinguistas vão continuar a lamber as botas ao Pinto da Costa...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Benfica e Bayern

Nesta temporada que está a terminar, dois clubes partem para o último mês de competição com a hipótese de fazerem o chamado triplete: o Bayern de Munique, depois de ser campeão alemão, está ainda na final da Taça da Alemanha e da Liga dos Campeões enquanto que o "nosso" Benfica está na final da Taça de Portugal e da Liga Europa e a apenas seis pontos se sagrar campeão (quatro, caso não percamos no Dragão). Nada de surpreendente, visto serem na minha opinião as duas equipas que melhor futebol praticaram em 2012/2013.

Sim, é verdade que eu sou benfiquista e isto pode estar a soar um pouco parcial. Mas acredito mesmo nisto, e as estatísticas suportam-me: afinal, em cinquenta jogos até agora só perdemos três e vencemos quase quarenta. Já quanto ao Bayern, basta vê-los jogar (especialmente na recente meia-final contra o Barcelona) para perceber que são perto de invencíveis neste momento. Também temos o Manchester United, a Juventus, o Barcelona que são campeões nos seus países (ou quase) e que têm dos melhores jogadores do mundo, mas que penso que o nível de jogo apresentado por eles ao longo da temporada não foi tão consistente assim para os pôr ao mesmo nível que o Bayern.

Começando por nós. Estamos bem, estamos na final da Liga Europa, da Taça e estamos a duas vitórias em casa de sermos campeões.
Pessoalmente acho que termos ido para o Marquês de Pombal festejar a chegada à final da Liga Europa é um bocado precipitado. Sim, é um facto que há mais de vinte anos que não chegávamos a uma final europeia, mas as finais são para ganhar e penso que só aí é que valerá (sim, valerá!) a pena festejar. Até lá, temos de nos concentrar essencialmente no campeonato e nada mais.
Depois, critico fortemente a conferência de imprensa do João Gabriel na última terça-feira. A dois dias de um dos encontros da época, o nosso diretor de comunicação vem "responder" à campanha de que temos sido alvo nos últimos dias de difamação e tentativa de manipulação da opinião pública acerca da arbitragem nos nossos jogos (espero não ter soado muito fanático). Sim, é um facto que Pinto da Costa e Vítor Pereira têm atingido níveis de hipocrisia enormes. Sim, é um facto que o Porto ainda não teve nenhum penalty contra nesta temporada. E sim, é um facto que o golo do Rojo no último jogo do Sporting no último jogo foi em fora-de-jogo.
Mas havia mesmo necessidade deste espetáculo? Temos de ser superiores a isso como temos sido ao longo da temporada, e se for para marcar conferências deste género que seja no final da temporada quando tivermos os três canecos connosco; além do mais, qual é a necessidade de atacar o Record? Eu pessoalmente acho-o o jornal mais imparcial de todos; O Jogo é totalmente azul, e A Bola, vamos admitir, a guiarmo-nos por ela temos um plantel do Benfica com 100 jogadores todas as temporadas...
Depois, concordo com este anúncio da renovação do Jorge Jesus. Acho que podíamos esperar pelo final da temporada para o anunciar, mesmo que assim informalmente, mas por outro lado é sempre bom um treinador ver o trabalho reconhecido.

Passando agora à época do Bayern, penso que não há muito a dizer que ainda não tenha sido dito. Campeões com 20 pontos de avanço, vencem o Barcelona por um resultado agregado de 7-0 (sim, o mesmo Barcelona do tikitaka) e estão na final da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo.
É uma surpresa para mim ver o Bayern ainda mais forte e com mais chances de vencer a Champions este ano que na temporada passada. Pensava mesmo que, não tendo vencido em casa frente a um banal Chelsea em 2012, tinham perdido uma oportunidade de ouro de ganhar a competição após dez anos mas parece que recuperaram bem e estão mais fortes do que nunca para, depois de uma temporada onde perderam tudo, ganharem tudo este ano e a jogarem um futebol lindo de se ver. Estava pelo Real do Mourinho, mas pensando bem ainda bem que eles não chegaram à final... O Mou ia levar uma lição de bola do Heynckes, temo. Não digo que o paradigma já tenha mudado, pois não acho que o Bayern tenha equipa para estar tanto tempo no topo do mundo como o Barcelona do Guardiola esteve, mas este ano é tudo deles... e o Barça, apesar de tudo, já não é mesmo o que era.

E é tudo o que tenho a dizer, ou pelo menos não me lembro de mais nada... Ah, viva o Benfica!
Pedro Mendes

domingo, 21 de abril de 2013

O fim de um reinado

Agora com a faculdade mal tenho tempo de vir aqui escrever, mas hoje depois de ver a final de Monte Carlo lembrei-me que costumo fazer sempre um post sobre este torneio que abre a temporada de terra batida.

Para ser honesto, nunca pensei que o Nadal fosse perder em Monte Carlo. O ano passado estava confiante nisso, pois o Nole andava a ganhar ao maiorquino em todo e qualquer piso desde o início de 2011 e portanto seria mais uma vitória em finais; porém, o Nadal fez o octo, embalando para mais uma grande temporada em terra batida - e vencendo pelo meio o Nole em Roma e Paris -, o que me fez pensar que nunca na vida iria aí perder. E este ano já me estava a preparar para o ena-campeonato e mais um recorde (o de primeiro tenista a vencer um torneio por nove ocasiões); afinal o Djokovic ia lesionado - ou dizia-se - e se o Nadal vence em Indian Wells depois de quase um ano sem pisar um hardcourt, vencer num torneio onde ganha desde que me lembro de ténis não seria nada demais... Mas afinal, é ténis. O que hoje é amanhã pode não ser.

Foi uma final disputada. Ambos entraram nervosos mas o Djokovic conseguiu lidar melhor desde o início com um possível menor favoritismo e com uma incomum inconsistência do Nadal neste piso para se adiantar rapidamente a 5-0! O antigo nº1 mundial ainda recuperou para 2-5 e salvou sete set-points antes de cometer... uma dupla-falta. Foi uma perda de set inglória, mas não deixou de ser justa pelo que cada um fez nesse primeiro parcial.
Na segunda partida, Nadal entrou mais determinado e quebrou no quinto jogo. Foi uma boa reação, mas o Nole conseguiu recuperar o break dois jogos depois e adiantar-se a 5-4 ficando a apenas um jogo da vitória. Aí, outra vez a garra do King On Clay que o levou a quebrar Djokovic no 5-5 e a servir para fechar... antes de ser quebrado. O set culminou num tie-break, onde eu pensei que o Nadal seria mais uma vez arrasador como costuma ser, mas não: 7-1 para Novak Djokovic, 6-2 7-6(1) final e primeiro título de Djokovic no principado do Mónaco, 37º da carreira.

E bem, o número um mundial tornou-se no primeiro tenista de sempre a ganhar ao Nadal em três finais diferentes em terra batida. Tornou-se ainda no primeiro a derrotá-lo em Monte Carlo desde 2003. Esta vitória pode perfeitamente embalá-lo para uma grande temporada de "clay" - no ano passado penso que foi a derrota nesta final que levou à perda do seu domínio quase incondicional sobre Nadal, pelo que pode ter o efeito contrário este ano (ou pelo menos, desmotivar um bocado o maiorquino que volta a defender quase tudo nos próximos dois meses e é de acreditar que o consiga fazer em condições normais). Uma coisa é certa: vamos ter ténis!

Agora, como não podia deixar de ser, o meu comentário ao derby logo. Começando pelas estatísticas: o Sporting não ganha na Luz desde 2005/06, não marca desde 2006/07 e não pontua desde 2007/08. Claro que algum dia isto irá acabar, mas não me parece que seja este ano com esta equipa do Sporting que está motivada, sim, mas contra uma equipa que só perdeu duas vezes este ano - aliás, desde que eu sou maior de idade que o Benfica não perde - penso que as hipóteses são reduzidas. Aposto num 3-0 caso marquemos primeiro, 2-1 caso comecem eles a meter a bola na baliza.

sábado, 2 de março de 2013

Que se lixe a troika

Parece que tem hoje lugar mais uma manifestação contra as medidas de austeridade, a troika, o governo, a educação e todos os motivos que os manifestantes arranjem para protestar nas ruas. E aqui estou eu, em frente ao computador, com a televisão ligada e a pensar no sentido que isto faz.
Okay, por acaso no momento em que estou a escrever isto estou mais a pensar no que vou lanchar mas como se tem falado nisto ao longo do dia decidi escrever qualquer coisa, já que também não tenho publicado desde Janeiro.

Em primeiro lugar, eu não sou contra o protesto; até sou a favor. Como diria o filósofo francês Albert Camus - alguma coisa tem de ficar na cabeça após ter tido dois anos de Filosofia -, a revolta é uma necessidade do ser humano, que é naturalmente revoltado com o que não lhe agrada e que portanto tem o direito (e dever, talvez, de se revoltar). Eu pessoalmente defendo isso, que nos devemos revoltar, mas temos de saber o que estamos a dizer e a fazer.

Queremos mandar o governo abaixo. Certo, o governo cai... e depois? Nós somos um eleitorado muito fácil de convencer: votamos em quem prometer que nos dará dinheiro, ou pelo menos que não nos tirará.
É sempre isto que acontece nas eleições. Claro que os políticos têm culpa em prometer o que não vão cumprir, mas eles fazem isso porque sabem que se falarem "verdade" ninguém vota neles; alguma vez elegiríamos para primeiro-ministro um homem que dissesse que a austeridade ia continuar e talvez até aumentar? Claro que não! Por isso é que aquele banana do António José Seguro veio hoje dizer que os portugueses "têm direito a estarem indignados". Porque se fosse com ele no governo, não haveria austeridade e estaríamos todos ricos não é?

Há bocado vi também um rapazinho a dizer "temos de vir para a rua protestar para que a troika se vá embora". E depois de a troika se ir embora, como os teus pais te disseram que é o melhor que pode acontecer ao país, quem é que paga a dívida? Vais tu ao Monopólio buscar notas de 500 para pagar?
Repito, também estou descontente com o facto de sermos nós que estamos a pagar uma crise pela qual não somos responsáveis e termos cada vez menos dinheiro. Porém, temos de tentar olhar imparcialmente para o que se passa e tentar perceber o que se deve fazer!

É um facto que andámos a viver acima das nossas possibilidades; sim, os outros países também mas não são esses países que têm de resolver o nosso problema - nem a Alemanha, que nós gostamos tanto de dizer que são a fonte de todo o mal mas eles estão a perder dinheiro connosco e quando entrámos para a UE estava no Tratado uma cláusula que dizia que nenhum país era responsável pela dívida dos outros. Portanto, somos nós que temos de pagar isto; quando digo nós não me refiro especificamente a nós, contribuintes.
São os bancos e os políticos corruptos que temos que são os principais responsáveis e devem ser punidos pelos seus actos, mas nós também teremos sempre que pagar pois o povo é a maior classe social do país. Daí não me opor contra a perda do 13º e 14º mês. Vou ser sincero: ficava chateado se me cortassem esses dois subsídios, claro que ficava. Mas se pensarmos bem, é injusto recebermos "apenas" doze ordenados por doze meses de trabalho? Se trabalhamos para x, recebemos x! Em tempos de crise penso que ter um subsídio já é de certo modo descabido, então ter dois é mesmo um gasto de dinheiro dispensável.

Depois, sempre que vejo alguém a entrevistar um manifestante e lhe pergunta em quais seriam as soluções que tanto proclamam, as respostas são sempre as mesmas: "o governo é que sabe", "não sei, mas de certeza que há", "qualquer coisa seria melhor do que isto". Basicamente, protestamos por mudanças que nem sequer sabemos conjeturar? Onde está aqui a coerência que pedimos aos nossos políticos?
É que não há solução. Fizémos merda, entrámos em crise, e saíremos com muito sacrifício. Se o sacrifício não tem de cair quase totalmente no povo? Obviamente que não, eu próprio também estou descontente. Mas cairá sempre sobre nós, e temos de entender isso.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Australian Open 2013


Acabou hoje a 101ª edição do Open da Austrália, o primeiro torneio do Grand Slam da temporada. Não tive muito tempo para acompanhar o torneio como gostaria devido aos exames, mas fui seguindo os resultados e os tenistas e penso que é altura para um balanço geral do Happy Slam.

No quadro feminino, houve uma "quase-confirmação" do potencial de algumas tenistas da nova geração, casos da britânica Laura Robson e da norte-americana Sloane Stephens. A primeira derrotou a antiga nº2 mundial Petra Kvitova num grande encontro de ténis, acabando por cair na ronda seguinte para Stephens - possivelmente a grande revelação em Melbourne; a norte-americana, já indicada pelos sensacionalistas norte-americanos como a sucessora de Serena Williams, derrotou nos quartos-de-final esta mesma Serena em três duras partidas e avançou para as meias-finais da competição onde só perdeu para a futura campeã Victoria Azarenka. Talvez seja um bocado cedo eleger Stephens como a nova Serena Williams, considerando a fasquia elevadíssima que Serena deixou (e ainda está a deixar); porém, a jovem tem muita garra e força de vontade e a sua vitória frente ao seu ídolo de infância nos quartos-de-final que vinha dominando o circuito a seu bel-prazer desde Wimbledon'2012 pode significar muita coisa...

Quanto à final em si, como já disse, foi ganha por Azarenka. Foi um encontro muito aberto, mas no final a vitória sorriu à bielorrussa que assim repete o triunfo de 2012 e se mantém no topo do ranking mundial.
Enquanto toda a gente já apostava numa reedição da final do ano passado, Maria Sharapova vs Victoria Azarenka, eu já estava a pensar que Li é que seria a adversária da Vika. A Masha chegou às meias-finais tendo cedido apenas 9 jogos (recorde!), significando isso que ainda não tinha sido testada... Contra uma Li Na motivada por ter vencido a Agnieszka Radwanska na ronda anterior e a jogar quase em casa, não deixou de ser surpreendente mas de certo modo também previsível que a chinesa chegasse à sua 2ª final em Melbourne em três anos. Já Azarenka tinha sido obrigada a 3 sets contra a norte-americana Jamie Hampton nas rondas iniciais e havia vencido Stephens na meia-final.
Não vi a final porque estava a dormir a essa hora, mas dos resumos que vi pareceu que a Vika ganhou com muito esforço, sim, mas também alguma sorte. Li venceu o primeiro set e no segundo parcial, mais equilibrado, caiu uma vez e voltou a cair de novo na derradeira partida; não tem necessariamente algo que ver mas ela já fez saber que se ficou a sentir mal e debilitada nessas quedas... Bem, no final o que importou foi o que o choro de Azarenka foi de alegria e não de tristeza, e mantemos a mesma número 1 mundial!

Já na competição masculina, houve lugar para grandes encontros de ténis. A começar na primeira ronda com um embate entre os jovens "aussies" James Duckworth e Benjamin Mitchell (entre muitos outros tambem à melhor de cinco sets), sendo que este Duckworth viria a jogar mais cinco sets na ronda seguinte contra o eslovaco Blaz Kavcic mas dessa feita iria perder. Encontros como Jeremy Chardy vs Juan Martin del Potro (palco da primeira grande surpresa do Open com a eliminação da Torre de Tandil), Gäel Monfils vs Gilles Simon (um dos muitos duelos entre franceses), Stanislas Wawrinka vs Novak Djokovic (possivelmente o encontro do torneio, onde Nole esteve a perder 1-6 2-5 para ainda dar a volta em cinco horas de jogo), Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga (duelo dos quartos-de-final), a segunda meia-final entre Roger Federer e Andy Murray (onde Murray só conseguiu finalmente vencer o encontro no quinto set, pois sempre que vencia uma partida a seguinte era "resgatada" pelo suiço no tie-break)... Houveram muitos mais que agora não me lembro, mas estes que enunciei foram para mim os mais espetaculares.

A final já não foi assim tão espetacular, na minha opinião pessoal. Andy Murray e Novak Djokovic repetiam a final de 2011, e foi um encontro demasiado cirúrgico - pelo menos em comparação com a final do ano passado. Murray começou por vencer o primeiro set no tie-break, depois o segundo parcial caiu para Djokovic também num 13º jogo e a 4-3 da terceira partida acontece a primeira(!) quebra de serviço do encontro inteiro e o Nole encaminhou-se para um triunfo mais ou menos seguro em quatro sets, por 6-7 7-6 6-3 6-2. Com este triunfo, Novak Djokovic tornou-se no primeiro tenista na Era Open a vencer por três vezes consecutivas o Happy Slam.

Como disse, e bem, o Miguel Seabra no Eurosport, esta dictomia Djokovic-Murray nos grandes eventos - caso se confirme mesmo como uma dictomia, o que duvido pois Rafael Nadal está perto de voltar ao circuito e Roger Federer ainda lá está - tem potencial de não ser tão interessante como um encontro Nadal-Djokovic ou Nadal-Federer. O espanhol é um jogador único no circuito, e a oposição de estilos quando defronta qualquer outro membro do top-4 é um dos grandes fatores de interesse do circuito ATP atual. Claro que Djokovic e Murray são os dois grandes jogadores, mas têm estilos de jogos semelhantes e eventualmente o Nole irá dominar o Andy na maioria dos torneios; já frente a Nadal não é bem assim, pois são jogadores distintos - e a temporada de 2011 não se volta a repetir...

E é esta a minha revisão final do Open da Austrália. Espero que tenham gostado e deixem o vosso feedback!

Cumprimentos
Pedro Mendes