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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

US Open 2013

É verdade, ando cada vez mais distante do Uspeti. Com a Faculdade, o Bolamarela.com, e agora também a revista que criámos no Departamento de Física (espreitem, é muito interessante não só para quem gosta de física: http://horizon.fc.ul.pt/), mal me lembro sequer de vir aqui.
Porém, tal como fiz no final de Wimbledon, também vou dar a minha opinião sobre a edição deste ano do United States Open - que, à semelhança do torneio no All England Club, terminou com Novak Djokovic a perder a final...

Foi um torneio que começou logo com a retirada de James Blake na 1ª ronda, que ainda venceu os primeiros dois parciais mas quis o destino que o encontro contra Ivo Karlovic fosse mesmo o seu último encontro; o norte-americano provavelmente não será relembrado como um dos melhores tenistas do seu país de sempre, mas o facto de ter sido nº4 do mundo - exatamente na semana em que chegou à final do Masters, em 2006 -, aliado à sua direita "canhão", irão certamente estar na memória de quem o recordar. Eu já não me lembro de o ver ao seu melhor nível, mas gostava bastante de quando o via em court. Para sempre, James Blake.

De resto, o campeão de 2009 Juan Martin del Potro caiu na segunda ronda aos pés de Lleyton Hewitt. O australiano, também ele vencedor em Flushing Meadows há doze anos, para mim não é uma surpresa quando chega à segunda semana de um Major (mesmo considerando o seu ranking fora do top-200); os grandes campeões têm sempre esta capacidade de sobressair nos grandes eventos, e é exatamente isso que ele continua a fazer a espaços.

Antes de passar às finais, quero referir ainda a prestação de Roger Federer. De facto o suiço, o meu jogador preferido antes de começar a ver ténis mais a fundo e começar a torcer pelo Nole, parece estar definitivamente na curva descendente conforme referi no último post... Este foi o primeiro ano, desde 2002, que Federer não chegou à final de qualquer torneio do Grand Slam; além disto, o suiço já havia visto o seu recorde de 36 quartos-de-final consecutivos em eventos desta categoria ter sido quebrado em Wimbledon e não foi capaz de voltar a esta fase de um Major agora em Flushing Meadows. As ATP World Tour Finals ainda não estão asseguradas para o agora nº6 mundial, apesar de eu achar que ele conseguirá naturalmente a qualficação, mas mesmo que ganhe agora tudo até final da temporada, este ano será sempre um dos piores anos da carreira do recordista de vitórias em eventos do Grand Slam desde que chegou à ribalta.

Finalmente, as finais. Não me quero alongar muito que já estou cansado, e além disso ambas tiveram o desfecho que eu não queria. No entanto, se é verdade que a Serena Williams é indiscutivelmente a melhor tenista do mundo (a Azarenka é, para mim, a única que lhe faz frente mas quando ambas estão ao seu melhor nível a vitória dificilmente não deixará de sorrir à norte-americana), já a nova derrota do Nole na final do US Open - e após Wimbledon, há dois meses - volta a não ser muito fácil de digerir.
Não tenho dúvidas que o tenista em melhor forma neste momento é o Rafael Nadal, que logicamente vai acabar a temporada como número um mundial. Porém, isso também se deve a (muito) demérito dos outros tenistas, principalmente o Nole; começa a ser repetitivo o bloqueio que ele parece ter depois do Open da Austrália, já que, à semelhança da temporada passada, ele volta a perder a final de dois Majors após vencer o primeiro torneio do Grand Slam do ano em Janeiro. Não me parece que ele fique muito afetado, ou pelo menos deprimido de certo modo, pois parece claro que o seu grande objetivo de carreira é a vitória em Roland Garros (tal como ele admitiu que a derrota na edição passada do Open de França foi muito difícil de ultrapassar); agora, um número um mundial não pode facilitar como facilitou no terceiro set da final deste ano! Se calhar eu é que sou muito exigente com ele desde o grande ano de 2011, e é claro que o Nole não pode ganhar sempre contra o Nadal (ter-lhe ganho em Monte Carlo este ano foi um feito ímpar!), mas esperava um pouco mais... Enfim, há ainda mais dois eventos Masters 1000 e o Masters para defender/ganhar.

E é tudo. Espero que ainda alguém tenha lido isto.
Um bem-haja,
Pedro Mendes

domingo, 7 de julho de 2013

Wimbledon 2013

Chegou ao fim mais uma edição do torneio de Wimbledon, possivelmente uma das edição com mais surpresas e resultados inesperados de sempre! Se no quadro masculino a final até acabou por ser disputada entre os dois primeiros cabeças-de-série, já no quadro feminino o máximo que uma top-10 fez foi chegar às meias-finais apenas.

Para começar, logo na terça-feira Rafael Nadal foi eliminado. O espanhol regressou à competição no princípio de Fevereiro e desde então chegou pelo menos à final de todos os torneios que havia disputado, tendo defendido quase todos os pontos que tinha a defender - a exceção foi Monte Carlo, onde perdeu na final que havia ganho nos oito anos anteriores - e ainda pontuando em Indian Wells e Madrid, entre outros. Depois de mais uma vitória em Paris, o maiorquino chegou a Wimbledon para "defender" a segunda ronda de 2012 (o seu último jogo do ano após se ter lesionado) e... conseguiu perder pontos, tendo caído na primeira ronda para Steven Darcis!

Mas calma, isto não foi nada (ou pelo menos, relativamente). No dia seguinte, no início da 2ª ronda, entraram em court tenistas como Lleyton Hewitt, Roger Federer, Ana Ivanovic, Jelena Jankovic, Caroline Wozniacki, Victoria Azarenka e Maria Sharapova - sim, todos antigos líderes do ranking mundial. E, com a desistência de Azarenka pelo meio após ter caído na primeira ronda contra a nossa Maria João Koehler, todos eles caíram fora da competição!
Os maiores destaques vão, logicamente, para as eliminações de Maria Sharapova e Roger Federer. A primeira foi, como se sabe, eliminada pela nossa Michelle Brito em sets diretos, que protagonizou assim a maior vitória de sempre do ténis português! Pessoalmente não acho que esse seja o maior feito do ténis nacional - iguala, logicamente, a chegada da própria à 3ª ronda de Roland Garros e do Frederico Gil a essa mesma fase no Open da Austrália do ano passado mas penso que a final do Gil no Portugal Open foi algo superior - mas foi sem dúvida um dos grandes momentos do nosso ténis e que, esperemos, catapulte a Michelle para o nível que "merece".
Depois, houve ainda a eliminação do Roger Federer; o hepta-campeão de Wimbledon (e que era o atual campeão) pôs fim a uma série de mais de 30 (trinta) quartos-de-final consecutivos em Majors ao cair na 2ª ronda para o ucraniano Sergiy Stakhovsky, um tenista que nunca foi sequer top-30. Isto começa a ser um cliché, mas penso que é mesmo este o sinal da queda do suiço; com apenas um título este ano e agora com o fim de mais um recorde, além da confirmação de Andy Murray como regular vencedor - ou pelo menos regular finalista - de torneios do Grand Slam, penso mesmo que o recordista de vitórias em Majors se irá ficar pelos dezassete... Ou então ele volta a surpreender-nos a todos e ganha de novo um dos quatro.

Passando agora às finais.
A feminina foi disputada entre Marion Bartoli e Sabine Lisicki, depois de nas meias-finais terem derrotado Kirsten Flipkens e Agnieszka Radwanska respetivamente. De facto, e como a própria disse, a Lisicki teve um caminho muito mais difícil até à final que a Bartoli - basta referir que foi a alemã quem derrotou a Serena nos quartos-de-final. Porém, penso que a vitória da francesa é justa; é certo que não defrontou sequer uma tenista do top-15, mas a Bartoli não perdeu qualquer set e deu um banho de ténis na meia-final e depois na final. Pessoalmente não gosto da estética do jogo dela - nem da estética da cara dela - e acho-a um bocado "estranha", mas ténis é ténis e se a Bartoli foi a melhor então é totalmente merecido e é de se lhe tirar o chapéu; além disto, nenhuma tenista esteve sempre no top-20 nos últimos seis anos sem ser a nº1 francesa.

Já a final masculina que acabou agora, também foi merecidamente ganha. O Djokovic jogou bastante mal e com o público a torcer por ele, o Murray conseguiu finalmente ganhar no All England Club! Fiquei bastante feliz por ele, que penso que já está definitivamente ao nível do resto do Big Four, mas também um bocado chateado pelo Nole; pelo segundo ano consecutivo, ele voltou a quebrar na temporada europeia em termos mentais. Em Roland Garros, teve break acima no quinto set frente ao Nadal na meia-final e agora em Wimbledon também esteve a vencer por 4-2 nos dois últimos sets antes de sofrer uma reviravolta... Não que ele precise de provar ainda alguma coisa a alguém, mas gostava de o ver ganhar outro Major que não o Open da Austrália este ano.

É isto. Um bem-haja,
Pedro Mendes

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jesus tem de sair

Olhando para o meu último post, é triste ver como as coisas correram exatamente da maneira oposta ao que seria suposto. Mas faz parte do desporto, é assim que são as coisas e se o facto de o Benfica perder tudo fosse o único problema do país, estávamos nós (muito) bem.
Jesus tem de sair. Não importa o que o Vieira disse - mais uma vez, outro acto de má gestão do Orelhas ao anunciar prematuramente a renovação de contrato com o JJ -, mas um treinador que pelo terceiro ano consecutivo é assobiado e criticado no final da temporada não tem condições para continuar.
É que este ano foi diferente. Este ano, estivémos sempre com a equipa. Este ano, jogámos um futebol de topo e merecemos ganhar todos os títulos onde estivémos envolvidos. O problema é que não basta merecer - porque se fosse assim, o Vítor Pereira não tinha o dobro dos títulos de campeão do Jorge Jesus(!).

Fazendo uma retrospeção da temporada que passou, penso que apenas a Liga Europa foi perdida por falta de sorte. Devíamos ter ganho ao Estoril e, mesmo assim, não devíamos ter ido jogar encolhidos ao Dragão - apesar de termos estado quase a conseguir sair de lá com o empate, mas a sorte sorri a quem a procura.
Tudo bem, a equipa perdeu o campeonato e a Liga Europa, mas nós continuámos lá, fomos recebê-los ao aeroporto vindos de Amesterdão e no jogo contra o Moreirense o pessoal apoiou todo os jogadores e mesmo sabendo que não íamos ser campeões o ambiente foi de festa.
Fomos ao Jamor confiantes na vitória que iria dar um merecido título a estes jogadores. Mas aí o caldo entornou-se, e não podia ser de outra maneira! Além de não termos ganho, não jogámos nada de especial - ou pelo menos o que se pedia para uma final deste género - e no final do jogo os insultos por parte dos adeptos foram totalmente justificados (repito, foi o primeiro jogo em mais de cinquenta onde não estivémos do lado deles).

Se foi uma temporada positiva? Continuo a achar que foi, afinal vencemos quase quarenta jogos, estivémos em grande quer em Portugal quer na Europa. O problema é que essas quarenta vitórias deram-nos tantos títulos como o Sporting, e isto é triste de se dizer - não por ser o Sporting, atenção, mas por ser um clube que em Janeiro já não tinha hipóteses de ganhar o que quer que fosse. Agora, esta frustação de final de temporada é que não pode voltar a acontecer e algo tem de mudar.
Porque se pensarmos bem, no que é que podemos melhorar? Fomos quase perfeitos em 95% da temporada e mesmo assim não ganhámos nada... O que tem de mudar é a basófia, quer dos dirigentes quer de muitos adeptos. E infelizmente isso tem de significar a saída de Jesus, que apesar de na minha opinião não ser o maior culpado, continua ano após ano a cometer sempre os mesmos erros (mesmo apesar de melhorar, e muito) e podem dizer o que quiserem, que estamos melhor com ele do que antes dele, mas um título em quatro anos é pouco para um clube que venceu trinta e um em cem anos.

Antes de terminar, ainda uma reflexão sobre o novo-rico Mónaco. De facto viver-se no principado deve ser o sonho de qualquer pessoa, pelo ambiente e pela localização geográfica da zona mas principalmente pelas condições fiscais aí impostas - o que levará sempre a uma concorrência desleal com o resto dos clubes da Ligue 1 à exceção do PSG. Mas não nos podemos esquecer que o Mónaco subiu este ano de volta à primeira divisão, ou seja, não vai à Europa para o ano! Por que razão é que jogadores como Falcão e João Moutinho (também James e Coentrão, mas estes dois sempre são mais novos e ainda têm pelo menos mais 7-8 anos na alta roda do futebol mundial) assinam/vão assinar por este clube? Por dinheiro? Percebe-se que assim seja, mas "fica mal" a jogadores como o Falcão andarem a dizer que querem jogar na Liga dos Campeões e, sempre que sai de um clube, ir para cada vez mais longe desse objetivo.
Ah, e isto para não falar mais concretamente da transferência do Moutinho. Se de um pacote de €70M, 25M são do português e 45M são do colombiano há de certeza alguma coisa errada aí... O Porto pode dizer o que quiser, que o Sporting continua a ter lucrado mais com o Moutinho do que eles, que venderam uma maçã podre por muito dinheiro, mas o que é certo é que um dos melhores médios da Europa nunca poderá valer quase metade do valor de um extremo que, apesar de prometer muito, ainda não está ao nível dos melhores do Mundo. Mas de que serve esta reflexão, se os sportinguistas vão continuar a lamber as botas ao Pinto da Costa...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Benfica e Bayern

Nesta temporada que está a terminar, dois clubes partem para o último mês de competição com a hipótese de fazerem o chamado triplete: o Bayern de Munique, depois de ser campeão alemão, está ainda na final da Taça da Alemanha e da Liga dos Campeões enquanto que o "nosso" Benfica está na final da Taça de Portugal e da Liga Europa e a apenas seis pontos se sagrar campeão (quatro, caso não percamos no Dragão). Nada de surpreendente, visto serem na minha opinião as duas equipas que melhor futebol praticaram em 2012/2013.

Sim, é verdade que eu sou benfiquista e isto pode estar a soar um pouco parcial. Mas acredito mesmo nisto, e as estatísticas suportam-me: afinal, em cinquenta jogos até agora só perdemos três e vencemos quase quarenta. Já quanto ao Bayern, basta vê-los jogar (especialmente na recente meia-final contra o Barcelona) para perceber que são perto de invencíveis neste momento. Também temos o Manchester United, a Juventus, o Barcelona que são campeões nos seus países (ou quase) e que têm dos melhores jogadores do mundo, mas que penso que o nível de jogo apresentado por eles ao longo da temporada não foi tão consistente assim para os pôr ao mesmo nível que o Bayern.

Começando por nós. Estamos bem, estamos na final da Liga Europa, da Taça e estamos a duas vitórias em casa de sermos campeões.
Pessoalmente acho que termos ido para o Marquês de Pombal festejar a chegada à final da Liga Europa é um bocado precipitado. Sim, é um facto que há mais de vinte anos que não chegávamos a uma final europeia, mas as finais são para ganhar e penso que só aí é que valerá (sim, valerá!) a pena festejar. Até lá, temos de nos concentrar essencialmente no campeonato e nada mais.
Depois, critico fortemente a conferência de imprensa do João Gabriel na última terça-feira. A dois dias de um dos encontros da época, o nosso diretor de comunicação vem "responder" à campanha de que temos sido alvo nos últimos dias de difamação e tentativa de manipulação da opinião pública acerca da arbitragem nos nossos jogos (espero não ter soado muito fanático). Sim, é um facto que Pinto da Costa e Vítor Pereira têm atingido níveis de hipocrisia enormes. Sim, é um facto que o Porto ainda não teve nenhum penalty contra nesta temporada. E sim, é um facto que o golo do Rojo no último jogo do Sporting no último jogo foi em fora-de-jogo.
Mas havia mesmo necessidade deste espetáculo? Temos de ser superiores a isso como temos sido ao longo da temporada, e se for para marcar conferências deste género que seja no final da temporada quando tivermos os três canecos connosco; além do mais, qual é a necessidade de atacar o Record? Eu pessoalmente acho-o o jornal mais imparcial de todos; O Jogo é totalmente azul, e A Bola, vamos admitir, a guiarmo-nos por ela temos um plantel do Benfica com 100 jogadores todas as temporadas...
Depois, concordo com este anúncio da renovação do Jorge Jesus. Acho que podíamos esperar pelo final da temporada para o anunciar, mesmo que assim informalmente, mas por outro lado é sempre bom um treinador ver o trabalho reconhecido.

Passando agora à época do Bayern, penso que não há muito a dizer que ainda não tenha sido dito. Campeões com 20 pontos de avanço, vencem o Barcelona por um resultado agregado de 7-0 (sim, o mesmo Barcelona do tikitaka) e estão na final da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo.
É uma surpresa para mim ver o Bayern ainda mais forte e com mais chances de vencer a Champions este ano que na temporada passada. Pensava mesmo que, não tendo vencido em casa frente a um banal Chelsea em 2012, tinham perdido uma oportunidade de ouro de ganhar a competição após dez anos mas parece que recuperaram bem e estão mais fortes do que nunca para, depois de uma temporada onde perderam tudo, ganharem tudo este ano e a jogarem um futebol lindo de se ver. Estava pelo Real do Mourinho, mas pensando bem ainda bem que eles não chegaram à final... O Mou ia levar uma lição de bola do Heynckes, temo. Não digo que o paradigma já tenha mudado, pois não acho que o Bayern tenha equipa para estar tanto tempo no topo do mundo como o Barcelona do Guardiola esteve, mas este ano é tudo deles... e o Barça, apesar de tudo, já não é mesmo o que era.

E é tudo o que tenho a dizer, ou pelo menos não me lembro de mais nada... Ah, viva o Benfica!
Pedro Mendes

domingo, 21 de abril de 2013

O fim de um reinado

Agora com a faculdade mal tenho tempo de vir aqui escrever, mas hoje depois de ver a final de Monte Carlo lembrei-me que costumo fazer sempre um post sobre este torneio que abre a temporada de terra batida.

Para ser honesto, nunca pensei que o Nadal fosse perder em Monte Carlo. O ano passado estava confiante nisso, pois o Nole andava a ganhar ao maiorquino em todo e qualquer piso desde o início de 2011 e portanto seria mais uma vitória em finais; porém, o Nadal fez o octo, embalando para mais uma grande temporada em terra batida - e vencendo pelo meio o Nole em Roma e Paris -, o que me fez pensar que nunca na vida iria aí perder. E este ano já me estava a preparar para o ena-campeonato e mais um recorde (o de primeiro tenista a vencer um torneio por nove ocasiões); afinal o Djokovic ia lesionado - ou dizia-se - e se o Nadal vence em Indian Wells depois de quase um ano sem pisar um hardcourt, vencer num torneio onde ganha desde que me lembro de ténis não seria nada demais... Mas afinal, é ténis. O que hoje é amanhã pode não ser.

Foi uma final disputada. Ambos entraram nervosos mas o Djokovic conseguiu lidar melhor desde o início com um possível menor favoritismo e com uma incomum inconsistência do Nadal neste piso para se adiantar rapidamente a 5-0! O antigo nº1 mundial ainda recuperou para 2-5 e salvou sete set-points antes de cometer... uma dupla-falta. Foi uma perda de set inglória, mas não deixou de ser justa pelo que cada um fez nesse primeiro parcial.
Na segunda partida, Nadal entrou mais determinado e quebrou no quinto jogo. Foi uma boa reação, mas o Nole conseguiu recuperar o break dois jogos depois e adiantar-se a 5-4 ficando a apenas um jogo da vitória. Aí, outra vez a garra do King On Clay que o levou a quebrar Djokovic no 5-5 e a servir para fechar... antes de ser quebrado. O set culminou num tie-break, onde eu pensei que o Nadal seria mais uma vez arrasador como costuma ser, mas não: 7-1 para Novak Djokovic, 6-2 7-6(1) final e primeiro título de Djokovic no principado do Mónaco, 37º da carreira.

E bem, o número um mundial tornou-se no primeiro tenista de sempre a ganhar ao Nadal em três finais diferentes em terra batida. Tornou-se ainda no primeiro a derrotá-lo em Monte Carlo desde 2003. Esta vitória pode perfeitamente embalá-lo para uma grande temporada de "clay" - no ano passado penso que foi a derrota nesta final que levou à perda do seu domínio quase incondicional sobre Nadal, pelo que pode ter o efeito contrário este ano (ou pelo menos, desmotivar um bocado o maiorquino que volta a defender quase tudo nos próximos dois meses e é de acreditar que o consiga fazer em condições normais). Uma coisa é certa: vamos ter ténis!

Agora, como não podia deixar de ser, o meu comentário ao derby logo. Começando pelas estatísticas: o Sporting não ganha na Luz desde 2005/06, não marca desde 2006/07 e não pontua desde 2007/08. Claro que algum dia isto irá acabar, mas não me parece que seja este ano com esta equipa do Sporting que está motivada, sim, mas contra uma equipa que só perdeu duas vezes este ano - aliás, desde que eu sou maior de idade que o Benfica não perde - penso que as hipóteses são reduzidas. Aposto num 3-0 caso marquemos primeiro, 2-1 caso comecem eles a meter a bola na baliza.